As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 26/02/2021
A exclusão social é o afastamento de um grupo na sociedade. Esses grupos se caracterizam pela raça, cor, religião, classe social e orientação sexual. Quando o sujeito não se enquadra ao padrão instituído pela coletividade, sofrem práticas preconceituosas, o que causa impactos negativos a saúde. Ou seja, as experiências discriminatórias do indivíduo se relacionam a saúde mental, o desenvolvimento da ansiedade e depressão, estresse, comportamentos deletérios como: tabagismo, alcoolismo e sedentarismo, o que ocorre em grupos históricos e socialmente estigmatizados.
Nesse sentido, a Constituição Federal em 1988, com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), através da Lei Orgânica 8.080/90, afirma que a saúde é o direito de todos e um dever do Estado. Diante disso, esse sistema foi criado para dar o direito a população brasileira uma saúde de qualidade e com isso estabeleceu princípios que promovem: universalidade, integralidade e equidade, a fim de levar a saúde ao cidadão de forma igualitária e satisfatória.
No Brasil, as dificuldades são relacionadas ao perfil do indivíduo, por exemplo, para a população negra, LGBT’s e pessoas que tiveram transformação em seu corpo, como o transsexual, se deparam com tratamentos menos preparados e até mesmo intolerantes. Um outro exemplo, são as adolescentes grávidas sejam: brancas ou negras, ricas ou pobres, mas pelo fato de ser adolescente sofrem discriminação tanto na saúde pública como privada.
Portanto, as universidades de medicina precisam capacitar profissionais de saúde para acolher e atender a todos, sem distinção. Outra solução seria investir na educação, pois nas escolas encontramos as diversidades e trabalhamos essas desigualdades. Aconteceriam palestras com a participação de professores de história e sociologia que abordaria essa questão social. Seria interessante criar um projeto chamado: “Todos somos diferentes”, que levaria os jovens a respeitar e aceitar o outro.