As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 23/02/2021

Saúde um direito de todos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como um estado completo do indivíduo, em função do bem-estar físico, mental e social, assim não se trata apenas de uma mera ausência de doenças ou enfermidades. Além disso, ressalta-se que a constituição brasileira assegura, conforme art. 196, a saúde a toda população, mas na prática o que se observa é a exclusão de grupos minoritários, sobretudo em função da raça e sexualidade.

Neste contexto, conforme dados do Ministério da Saúde, jovens negros de 15 a 29 anos tem 45% de chance a mais de cometerem suícido.  Dessa forma, assume-se que essa ação que assola significativa parcela desse grupo, muitas das vezes tem raizes na dificuldade em ter acesso ao Serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) ou ainda as desiguladades econômicas e sociais.

As minorias sexuais por sua vez, sendo elas lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, entre outros, também tem dificuldades no atendimento a saúde pública, principalmente, pelo despreparo dos profissionais de saúde e/ou em função do preconceito latente, reflexo de uma sociedade hegemonica heterossexual que cria violações e obstáculos para esse grupo, que necessitam de atendimentos personalizados.

Neste contexto, ressalta-se as diversas formas de exclusão na saúde brasileira, gerando diversos impactos negativos, como doenças sexualmente transmissíveis, depressão, doenças mentais, obesidade, entre outros. Assim, é papel do Estado proporcionar a população saúde de qualidade e adequando as especificidades dos diferentes grupos.

Então, é preciso haver uma ação em conjunto entre o Ministério da Saúde e as Universidade/Faculdades brasileiras, para a realização de estudos, visando identificar indicadores sanitários dos diversos grupos brasileiros, para promover políticas e ações que atendam as especificidades de cada um, objetivando uma equidade na saúde pública.