As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 19/04/2021

A definição de saúde apresentada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) diz que “Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a mera ausência de doença ou enfermidade”. Esta definição de saúde apresentada pela OMS, vinculada à realidade sócio-econômica do país, pode-se observar algumas contradições. De acordo com uma matéria publicada no site G1, 51 mil brasileiros morrem por ano em decorrência da falta de atendimento médico. Deve-se atentar ao fato de que comunidades tradicionais e em vulnerabilidade social são os principais alvos da falta de políticas públicas.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar o artigo 196 da constituição federal de 1988, que diz que saúde é um direito de todos e dever do Estado, porém essa não é uma definição concreta da realidade concreta levando em conta a negligência sofrida pela população negra que possui um indicativo de saúde física e mental muito baixa em relação a pessoas brancas.

Outro ponto a ser ressaltado, é a definição de “normal” pela ciência, como por exemplo, a histeria feminina que vinculava neurose ao aparelho reprodutor feminino. Ou até memso a patologização da homossexualidade, que foi considerada uma doença mental até o ano de 1992, e a transexualidade que ainda recebe o estigama médico de doença mental. Todos esses fatores apresentados resultam na falta de preparo no atendimento médico da população LGBT quem resulta na alta de contaminação por HIV, por exemplo.

Portanto, é necessário o vínculo de hospitais com universidades para realizar pesquisas no campo da saúde e no campo das cieências sociais com o objetivo de ampliar as políticas públicas de acordo com as necessidades apresentadas. A conscientização da população é também um fator importante, e para isso, deve-se haver um comprometimento da mídia para aproximar a população dos problemas em relação à saúde.