As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 26/02/2021

É notório saber que ainda existem no país diversas formas de exclusão social, cujos impactos merecem atenção na área de saúde. Neste contexto, destacam-se a falta de qualificação dos profissionais e de má distribuição de médicos na rede orgânica de saúde.

Sob primeira análise, percebe-se que os profissionais da área de saúde necessitam de cursos de capacitação continuada para melhorar o atendimento às pessoas que fazem parte dos grupos vulneráveis, dentre eles os homofóbicos e os moradores de rua. Posto isto, de acordo com a Constituição Federal do Brasil de 1988, todas as pessoas têm o direito ao acesso à saúde e a proibição de quaisquer condutas de indiscriminação, independente de sexo, raça, cor, religião e etnia. Sendo assim, o ingresso aos hospitais e aos postos de saúde, todos os cidadãos têm direito a um tratamento digno e de qualidade pelos os médicos e colaboradores.

Sob a outra perspectiva, observa-se que os hospitais públicos não possuem médicos suficientes para atenderem com dignidade as pessoas que são consideradas excluídas no país, como é caso dos “gays”, travestis e lésbicas. Dessa forma, segundo a fonte, Demografia Média no Brasil 2020, o país passou por uma média nacional de médicos por mil habitantes de 1,41 para 2,40 no período de 2000 a 2020, assim respectivamente. Assim, comparando com outros países desenvolvidos, como os Estados Unidos e Japão, o Brasil apresenta um quantitativo de médicos suficientes, porém mal distribuídos nas regiões, ou seja, a maior concentração encontra-se nas grandes cidades.

Portanto, é imprescindível um atendimento de qualidade às pessoas discriminadas e melhor distribuição de médicos nas redes orgânicas de saúde. Nesse cenário, cabe aos governantes, por meio de verbas e políticas públicas, investirem em cursos profissionalizantes da área da saúde  no atendimento aos grupos vulneráveis, e, além disso, incentivar os médicos, por intermédio de bonificação, a desempenharem as funções nas cidades interioranas. Feito isso, todos sentirão valorizados e livres de preconceitos.