As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 26/02/2021

Os livros de história relatam que, desde a época do imperialismo europeu no Brasil, povos indígenas e africanos foram maltratados e excluídos, por serem considerados raças inferiores. Fora das páginas, o século XXI revela, infelizmente, que o preconceito herdado do colonialismo permanece enraizado na cultura do país. Tal preconceito, juntamente com a falta de altruísmo, gera transtornos psicológicos nessas minorias, principalmente nas populações negras.

Em primeira análise, é importante destacar que a miscigenação do povo brasileiro nunca foi bem vista pelos povos brancos na nação. Tal afirmação é confirmada ao observar a interferência da corrente positivista, idealizada por Augusto Comte, no país. Isso porque a ideia de progresso era relacionada ao completo uso da razão para explicar fenômenos da natureza e, como os africanos e os indígenas eram povos com crenças religiosas fortes, esse progresso era quase inatingível, uma vez que os fatos eram justificados como sendo vontade dos deuses.

Com isso, a presença desses povos no país era vista como um atraso. Tal visão preconceituosa e desrespeitosa causava e ainda causa a exclusão dessas populações, o que gera transtornos psicológicos pelas dificuldades para a sobrevivência em sociedade, assim como entraves no processo inclusão social.

Portanto, essa problemática merece atenção do governo, pois as populações etnicamente diferentes precisam estar em estado de bem-estar coletivo. Para isso, o Estado deveria criar o programa “Saúde Mental do Vermelho e do Negro”, com o objetivo de oferecer vagas excepcionais de psicoterapia para indígenas e africanos, a fim de que eles recebam atenção de profissionais capacitados em saúde mental. Esses profissionais iriam ajudá-los a superar os obstáculos encontrados na vida social e, assim, ensiná-los que o diferente também é importante, já que apresenta formas distintas de cultura para enriquecer o patrimônio cultural brasileiro.