As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 27/02/2021

O acesso à saúde é um direito social de todos os brasileiros, assegurado na Constituição Federal. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o termo saúde significa o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças. Entretanto, no Brasil, o acesso à saúde, às vezes , é insuficiente, principalmente, quando se trata de alguns grupos espeficícos (LGBTI+). Desse modo, é necessário capacitar os profissionais da saúde para atender melhor esses grupos que sofrem preconceito.

Primeiramente, o Sistema Único de Saúde (SUS) possui três princípios básicos: universalidade, integralidade e equidade. Além disso, existem alguns documentos norteadores para o tratamento da saúde de LGBTI+, por exemplo, Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais; Cartilha Homens Gays e Bissexuais: Direitos, Saúde e Participação Social. Entretanto, embora na teoria os documentos contemplem diretrizes para o tratamento da saúde dessa população, na prática, muitas vezes, o preconceito é gigante e atrapalha o acesso à saúde desse grupo.

Assim, conforme o site Estadão (2019) homens e mulheres bissexuais, travestis e transexuais sentem que os médicos não estão preparados para atendê-los. As pessoas entrevistadas relataram diversas situações em que foram discriminadas, no sistema de saúde, por suas escolhas sexuais, por exemplo, um médico disse que não saberia se consegueria continuar atendendo uma moça devido ela ser lésbica. Dessa maneira, fica evidente que o preconceito exclui essa população do acesso à saúde, ferindo a Constituição Federal que garante que todos devem ser tratados igual perante a lei.

Logo, para mitigar esse problema, é necessário que o Ministério da Educação (MEC)  insira nos cursos superiores voltados para a saúde (médicos, enfermeiros, radiologistas, etc) uma disciplina específica para tratar da saúde LGBTI+, assim, os profissionais serão preparados para lidar com as especificidades desse povo, garantindo um tratamento mais digno e humano, respeitando as diferenças de cada um e assegurando o direito à saúde e a igualdade de tratamento; sem preconceito.