As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 27/02/2021
De acordo com a Constituição da Organização Mundial da Saúde (OMS), “o gozo do grau máximo de saúde que pode ser alcançado é um dos direitos fundamentais de todo ser humano, sem distinção de raça, religião, ideologia política ou condição econômica ou social”. Esse princípio pode relacionar-se com o acesso dos indivíduos à saúde, de forma a demonstrar a importância da inclusão de todos cidadãos à área da saúde, que vem passando por problemas de investimentos e exclusão de parte da população, fruto inegável da negligência estatal, quanto a melhoria da Saúde Pública. Assim, é fundamental reconhecer que entre os fatores que fortalecem esse quadro é a falta de planejamento econômico e a questão do preconceito ligado a exclusão.
Primeiramente, as desigualdades sociais aliadas ao abandono do governo ao oferecimento de melhores condições de vida às populações mais vulneráveis fortalece a exclusão desses indivíduos ao acesso à saúde. Tendo em vista a falta de investimento e acessibilidade na maioria das áreas menos favoráveis, de forma a possibilitar novos e melhores centros de saúde que sejam mais acessíveis a esses habitantes, com profissionais qualificados, traz impactos a esses cidadãos, causando a sua exclusão. Cria-se, portanto, uma barreira que dificulta a expansão de uma Saúde Pública mais abrangente e qualificada e proporcionadora de desenvolvimento social quanto a diminuição das disparidades sociais, além de permitir que todo corpo social tenha melhorias em seu bem-estar.
Outrossim, o preconceito é um fator essencial para que frutifique-se as mais diversas formas de exclusão, aumentando os seus impactos sobre a saúde do brasileiro. Tendo em vista a visão negativa a que lhes é associada, como no caso dos homossexuais, que são proibidos de doar sangue devido o Ministério da Saúde considerar-lhes um grupo transmissor de doenças. A exemplo disso, temos o filme “E a vida continua”, que demonstra o preconceito que é acometido a esse grupo, acusando-lhes de possuírem a “Imunodeficiência Gay”, reforçando a sua exclusão e privando-lhes do acesso à saúde.
Diante disso, percebe-se que essa questão da exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro passa por problemas social e de acessibilidade. Para isso, os Governos Estaduais devem criar um Programa Nacional de incentivo à saúde, que garanta por meio de decretos estaduais, que uma parcela das verbas sejam destinadas à essa área, implantando mais centros de saúde, objetivando o acesso e melhoria da saúde local, como previsto na Constituição da OMS, Além da parceria com hospitais particulares que disponibilizem seus recursos aos hospitais públicos, melhorando, então a eficiência. Por fim, a colaboração entre o Ministério da Saúde e os Direitos Humanos visando o acesso igualitário e sem discriminação dos homossexuais à saúde, de forma a assegurar prevenção e atendimento.