As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 28/02/2021
Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) defina saúde como um bem - estar físico, mental e social, é notório que nem sempre isso se configura como uma realidade. A exclusão, a segregação, a inacessibilidade aos serviços de saúde, entre outros fatores, coloca em discrepância a definição de saúde dada pela OMS e a realidade vivida pelos brasileiros.
Um dos maiores desafios sociais é se encaixar a um padrão estabelecido pela sociedade para então, ser aceito. Evidências disso, o documentário Holocausto Brasileiro, onde as pessoas eram deixadas em um hospital psiquiátrico - seja por um membro da família, seja por autoridades da sociedade - só por não se enquadrar a um protótipo caracterizado como normal para viver no convívio social.
O preconceito e a discriminação são elementos que ja levou e continua levando milhares de pessoas ao adoecimento e até mesmo a morte. A população menos favorecidas são as mais afetadas. Além disso, a inacessibilidade aos serviços de saúde é outra barreira enfrentada por essas pessoas, o que leva a um contraste de um direito concebido pela Constituição Federal ( CF ) de 1988 em seu artigo 196, - a saúde é um direito de todos e dever do estado.
Portanto, para haver uma mudança cultural pré-estabelecida, cabe ao Ministério da Saúde alinhar e efetivar as políticas públicas, como a Política de Humanização. Entre outras, a garantia dos direitos estabelecidos pela CF. Além disso, o Ministério da Educação em conjunto com estados e municípios instituir nas escolas matérias voltadas para humanização, direitos e deveres do cidadão e cultura.