As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 21/04/2021

Os manicômios eram hospitais psiquiátricos especializados em tratar pessoas com doenças mentais, porém, pessoas marginalisadas pela sociedade como gays, lesbicas, travestis também eram deixados pelas suas famílias. O tratamento que eles recebiam pelos profissionais eram precários e muitos acabavam morrendo. Contudo, os manicômios foram banidos, mas essa realidade excludente e preconceituosa não, nos dias atuais os tabus dessa época persistem e excluem pessoas do seu direito básico de saúde pela inadequação do programa de saúde pública e pela abordagem preconceituosas e esteriotipadas de alguns profissionais.

Por certo, sim, o Sistema Único de Saúde(SUS) abrange todos os brasileiros com o objetivo de garantir saúde e qualidade de vida a todos. No entanto, a falhas nesse sistema, como a falta de profissionalismo de algumas pessoas da linha de frente que acabam tratando mal ou até excluindo pessoas de postos de saúde e hospitais por acreditarem em tabus preconceituosos e enrraizados como o de que pessoas transsexuais são as que proliferam DST. Além de, receberem tratamentos precários essas pessoas acabam perdendo direitos básicos como pegar camisinhas, exames preventivos, tratamentos de doenças cronicas e remédios.

Portanto, pessoas LGBTQI+ estão mais propícias a doenças, pois além de serem excluidas muitas deixam de procurar tratamentos por medo ou vergonha e locais que deveriam ser seguros e acolhedores como hospitais acabam sendo traumatizantes. Outrossim, é a falta de informação adequada e personalizada para cada um, aconselhamento, orientação sobre autocuidado e mais segurança na realização de procedimentos como hormonioterapias. Tudo isso traria mais qualidade de vida pois como mostra dados da Associação Nascional de Travestis e Transsexuais(Antra) a expectativa de vida da população transgênero é de 35 anos.

Desse modo, faz-se nescessária a reparação desse impasse. Para isso, o Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina deve criar cursos tecnicos obrigatórios e que fassa parte da grade curricular dos profissionais dessa área capacitando e ensinado uma abordagem especialisada para pessoas trangênero, ensinando-as a importância do seu profissionalismo, do respeito e da empatia, incluindo ensinos de educação sexual que abordam esse grupo como hormonioterapias, cirurgia, adequação de gênero e DST. Ademais, Mídias sociais devem criar campanhas com reichstag de concientização de homofobia, preconceitos na área da saúde para a sociedade e campanhas de educação sexual para o próprio grupo LGBTQI+. Dessa forma, a saúde sera democrática e chegara para todos.