As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 04/05/2021

Na Constituição de 1988 foi instituído que o Estado deveria garantir o acesso à saúde para toda a população brasileira, por meio de um sistema único de saúde, o SUS. É perceptível, porém, que na contemporaneidade, apesar de ser um direito assegurado pela Constituição, uma parte da população é excluída desse setor, principalmente devido ao preconceito. Fato, que além de ferir direitos, acarreta o aumento da transmissão de doenças e pode levar esse grupo à morte.

Inicialmente, a exclusão de minorias na saúde brasileira, pode ser explicada pelo preconceito existente no país, uma vez que atendimentos discriminatórios que constrangem o paciente aumenta a insegurança dessas pessoas, fazendo-as evitarem a busca por profissionais da área. Além disso, o preconceito estimula a desinformação acerca das minorias, o que causa um baixo número de profissionais preparados para atendê-las.

Consequentemente, essa exclusão ocasiona o aumento da transmissão de doenças, visto que ao evitarem a procura de médicos ou ao serem mal atendidas, essas pessoas não fazem devidos exames e podem não adquirirem consciência de alguma doença que possuem, transmitindo-a inconscientemente. Ademais, a falta de tratamento adequado, por negligências do profissional que as atendeu, ou por não terem sido atendidas, aumenta o índice de mortalidade desse grupo de pessoas.

Portanto, é possível concluir que a exclusão de parcela da população do setor de saúde no Brasil, fere direitos constitucionais e afetam a sociedade como um todo. Por isso, é necessário que o ministério da saúde – órgão responsável pela administração da saúde pública do Brasil – desenvolva, juntamente com órgãos midiáticos, campanhas de conscientização para a população e para hospitais e postos de saúde, a fim de diminuir ou acabar com o preconceito existente na sociedade e preparar médicos e enfermeiros para oferecer um atendimento de qualidade para essas pessoas.