As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 12/05/2021
A Lei do SUS, 8080, promulgada em 1990, possui três princípios básicos: equidade, integralidade e universalidade. No entanto, esse direito não acontece na prática, haja vista a exclusão de parcela da população nacional o acesso à medidas sanitárias de qualidade, por exemplo, LGBTs frequentemente não gozam das garantias dessa legislação, segundo pesquisas da revista “Veja”. Tal panorama é desencadeado, principalmente, pelo preconceito às minorias étnicas pelos profissionais da saúde e da população brasileira e que, consequentemente, gera impactos negativos ao bem-estar desses indivíduos.
Sob essa perspectiva, é importante destacar que a discriminação - sexual, racial, de gênero, social entre outras- contribuem para privação das vítimas dessa intolerância à Lei do SUS. Isso ocorre porque, de acordo com um estudo feito pelo portal PePSIC (Periódicos Eletrônicos em Psicologia), oito em cada dez brasileiros - que pertencem aos grupos socialmente vulneráveis-, em especial, os gays, lésbicas e travestis são desrespeitados em hospitais, clínicas e postos de saúde, tanto pelos médicos e enfermeiros, tanto pelos outros pacientes. Assim, conclui-se que, esses dados comprovam uma negligência constitucional, no que tange ao princípio da universalidade, assegurada pela Lei 8080, que consiste em garantir o acesso a saúde à todos os brasileiros, sem qualquer distinção. Nesse sentido, depreende-se, que ações governamentais sejam feitas, a fim de combater essa violência.
Ademais, cabe ressaltar que em razão desses preconceitos, muitas dessas vítimas, deixam de buscar tratamento. Visto que, conforme dados da revista “Abril”, 87% dos LGBTs preferem não buscar atendimento médico em decorrência do medo e da insegurança que sentem. Dessa forma, além de não receberem apoio adequado sofrem com os efeitos dessas enfermidades desenvolvidas, que não foram tratadas. Logo, os indíviduos desses grupos vulneráveis são prejudicados, uma vez que, não estão em completo estado de equilíbrio físico e mental.
Em suma, são necessárias medidas que combatam a discriminação na saúde. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, a criação de uma matéria obrigatória, em faculdades da área da saúde, com o fito de preparar esses futuros profissionais, em relação ao atendimento dos pacientes, de forma igualitária. Isso será feito por meio de palestras e aulas práticas, a fim de todos os brasileiros receberem assistência de qualidade. Além disso, cabe ao Ministério da Educação, a criação de projetos - em escolas públicas e privadas- que visem combater a discriminação. Essa ação ocorrerá por intermédio de rodas de conversa entre alunos, professores e psicólogos com objetivo de gerar apoio a diversidade e aversão a qualquer forma de intolerância.