As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 22/05/2021
A OMS (Organização Mundial da Saúde) trata a saúde como algo que diz respeito às condições sociais, físicas e psicológicas de um indivíduo, ligadas ao bem-estar e a manutenção da vida. Em adição, a Lei do SUS, número 8080, decreta sua universalidade, integralidade e equidade. Entretanto, a realidade diverge do que está previsto por lei. Assim, torna-se pertinente pontuar as falhas e preconceitos encontrados no sistema de saúde brasileiro.
Os profissionais da rede de saúde brasileira não dispõem do conhecimento adequado para ajudar de maneira eficaz a comunidade intitulada LGBTQ+ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, entre outros) a se encontrarem e se familiarizarem tanto com suas mudanças físicas, quanto mentais, já que muitas vezes o paciente almeja uma mudança de sexo, passa por momentos de homofobia e precisam de um especialista para lhes ajudar; quando procuram um profissional da saúde para contribuir com o auxilio necessário acabam se deparando com profissionais leigos, ou até alguns que agem de maneira preconceituosa, observadas através de uma pesquisa realizada pela rede de jornais eletrônicos PEPSIC, onde foi inferido que a falta de conscientização de profissionais da saúde e o preconceito do público presente em hospitais ao se depararem com homossexuais e transexuais.
Em adição, o racismo e a xenofobia culminam com o agravamento e a segregação no atendimento hospitalar nacional, uma vez que a maioria da população crê que estrangeiros não merecem usufruir do Sistema Único de Saúde e pelo fato de não contribuírem com os impostos nacionais, ou, até mesmo, dirige palavras ofensivas aos refugiados para que eles voltem para seus países de origem, acarretando em grande maioria dos povos de origem estrangeira recente, danos psicológicos. Outrossim, o racismo e a negligência médica no atendimento de pacientes negros e sem- tetos, posto que devido as condições históricas do Brasil, ambos os grupos mencionados costumam viver em condições menos abastardas, baixas condições sanitárias e pouca escolaridade, que unidas geram a gravidez precoce e problemas de saúde como caries dentarias, parasitoses, enfermidades psicológicas, entre outros. Em pesquisa produzida pela University College London, a população africana que vive no Reino Unido tem 4,1 vezes mais chances de desenvolver doenças psicóticas.
Entende-se, portanto, que não só é necessári faculdades da área da saúde com apoio com do Ministérios da Educação disponibilizarem na grade curricular das faculdades aulas especificas para o entendimento do que a comunidade LGBTQ+ necessita ao procurar um profissional da área; mas também cessar o preconceito presente na mente da população brasileira como a xenofobia e homofobia, através de programas de conscientização, aulas na grade escolar sobre esses temas.