As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 07/06/2021

No documentário “Holocausto brasileiro” é retratado a história do Hospital Psiquiátrico, a partir dos depoimentos de pessoas que foram internadas, torturadas, violentadas e mortas, nos anos de 1960 e 1970, por serem depressivas, homossexuais, deficientes entre outros indivíduos considerados a “escória da sociedade” por saírem de um padrão “aceito” vigente na época. Fora da ficção fica claro que a realidade apresentada no documentário pode ser relacionada à sociedade contemporânea, visível na exclusão da comunidade LGBT, negra e deficiente, pelo preconceito onde se geram transtornos e problemas mentais pela exclusão.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que o preconceito enraizado por um conceito de “normal” na sociedade, a qual se julga algo por ser “diferente” ou “errado” traz a exclusão de uma parcela da população por não se encaixarem em um padrão aceito pela maioria, como citado pelo escritor brasileiro Ariano Suassuna em sua alocução: “O que é muito difícil é você vencer a injustiça secular que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos.” De acordo com a plataforma digital BBC News, o Brasil é o 5º país com mais violência contra a mulher, um dos países onde mais morrem homossexuais, e aponta-se também para a violência contra negros. Assim, evidência o preconceito e injustiças enraizadas na sociedade brasileira por uma maioria, excluindo os demais não aceitos por esse padrão.

Ademais, a sensação de ser e viver em exclusão traz sofrimentos psíquicos, sobretudo para quem após o adoecimento mental tenta construir possibilidades de trabalho em uma sociedade fechada aos diferentes. Com isso, se desenvolve problemas de ansiedade, fobia social, transtornos depressivos, problemas de autoestima, ou a violência física, a qual enfrenta-se dificuldades também quando necessitado de ajuda hospitalar, conforme o portal de notícia R7, pesquisas mostram que ao menos 10% dos que usam o serviço de Saúde no País já sofreram preconceito no atendimento. Logo, a exclusão e injustiça social afeta o indivíduo de maneira que dificulta sua inclusão na sociedade, e ocasiona problemas físicos e mentais.

Portanto, é preciso que o governo federal do Brasil, tome providências para amenizar o quadro atual. Para a realização da constituição federal, no artigo 196, que menciona a saúde como direito de todos e dever do Estado, urge que o ministério da saúde e da cidadania, por meio do conjunto de universidades na área da saúde realize pesquisas em colaboração da minoria em exclusão, e a indústria de publicidade, faça propagandas que alerte a problematização da exclusão na sociedade. Somente assim, a população brasileira se beneficiará com uma sociedade sem preconceitos e inclusiva.