As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 14/06/2021
Durante o período clássico, Esparta era reconhecida por ser muito militarizada, focando na formação de guerreiros desde a infância. Por essa razão era comum, que aqueles considerados inaptos para esse fim, fossem eliminados. Analogamente, a contemporaneidade também elimina minorias sociais, que não atendam ao padrão moralmente aceito. Essa exclusão, as cerca de violência, desigualdade social e preconceito, ocasionando mortes todos os dias, sejam homicídios ou suicídios. Assim, a supressão resulta em falta de empatia, e de programas de saúde voltados a esses cidadãos.
Em primeiro lugar, a falta de inclusão dessa parcela populacional, devido ao preconceito sobre religião, raça, gênero, situação econômica e opção sexual, os conduz ao desemprego. Consequentemente, possuem condições de vida insalubres, recorrendo muitas vezes a prostituição e a criminalidade. Esses fatores acarretam em problemas de saúde como IST´S, doenças infectocontagiosas, além das comuns doenças mentais. Apesar da existência de um Sistema Único de Saúde (SUS), promover atendimento médico, odontológico e terapêutico gratuito, ele geralmente não é procurado por essas pessoas, por conta da não conscientização da importância desses tratamentos e da falta de preparo dos profissionais de saúde sobre as abordagens nesse público alvo.
Em segundo lugar, de acordo com o artigo 5º da Constituição Federal: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.” Porém, mesmo com uma garantia por lei, os índices de homicídio e suicídio sobre os grupos minoritários são consideravelmente maiores do que os do grupo padrão. Concomitantemente a isso, o medo de sofrer abusos na rua, em escolas, em hospitais entre outros, somado há anos de bullying, desde a infância, faz com que elas não confiem em políticas públicas e com isso aumentem seus índices de mortalidade por causas naturais. A exemplo de LGBT´S com HIV, que não buscam tratamento e morrem precocemente, devido à falta de programas direcionados e profissionais familiarizados com as particularidades do grupo.
Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar essa problemática. O governo Federal em parceria com o Ministério da Saúde, devem investir no SUS, principalmente em estrutura, capacitação de profissionais a respeito de empatia, bem como a criação de programas de incentivo ao tratamento de doenças das minorias. Além de contratar profissionais participante desse contingente, a fim de demonstrar inclusão e incentivar a ida ao serviço de saúde. Ademais, devem aplicar palestras a população como um todo sobre os efeitos do preconceito e os benefícios de uma vida de empatia e de cuidados com a saúde. Com isso, a saúde pública se tornará democrática e acessível a todos.