As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 24/06/2021
A Lei 8.080/90 unifica o acesso a saúde pública e torna seu principal meio de entrada o SUS (Sistema Unificado de Saúde) com seus pilares de universalidade, integridade e equidade, porém esse pilares apresenta-se em falta para alguns grupos sociais que em sua grande maioria já são os não favorecidos socialmente como negros, indigenas, e a comunidade LGBTQI+ que subsequente eleva a evasão a saúde desses grupos.
Em primeira análise nota-se que a exclusão e desigualdade social é um assunto também de saúde pública, pois jovens negros na faixa de 15 a 29 anos tem mais chances de ter depressão do que os mais privilegiados. Sob o mesmo ponto de vista, pessoas trans que são rejeitados por suas familías e em convivios sociais tem a expectativa de vida até os 35 anos.
Cabe aqui salientar que a falta de acolhimento e preparo no atendimento pelos profissionais da saúde acarreta no desinteresse na procura de prontos atendimentos. Entrevistas feitas pela página do Facebook “Mídia N.I.N.JA” mostra que muitos dos usuários relatou que sofreu homofobia ou até mesmo intolerância religiosa quando foram procurar atendimento de saúde, tanto na rede pública quanto na particular, e que com isso desistiram de uma nova procura por orientação e/ou ajuda de profissionais da saúde.
Conclui-se que as diversas formas de exclusão dos indivíduos reflete do mesmo modo em sua saúde. Com o propósito de solucionar tal situação, o Ministerio da Saúde juntamente com ONGs poderiam criar unidades de acolhimento e orientação para agregar nos atendimentos para os mais desfavorecidos, da mesmo forma investir em informativos para a saúde familiar e no preparo de mais profissionais qualificados para melhor atende-los.