As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 05/07/2021

Preconceito, falta de informação, superlotação. Diversos são os fatores que levam os grupos minoritários brasileiros a sofrerem impactos sobre a saúde. Segundo a Constituição brasileira de 1988, todos nós somos iguais perante a lei, fato que não se concretiza, visto a forma com que a  classe menos favorecida é tratada e atendida em centros de saúde. Sendo assim, é irrefutável que medidas sejam tomadas para que essa situação não seja mais um obstáculo.

Em uma primeira análise,  deve-se ressaltar a ausêcia de medidas governamentais para combater as diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro. De acordo dados de uma pesquisa apresentados pelo Ministério da Saúde, dois em cada três entrevistados já sofreram algum tipo de discriminação motivada pela identidade sexual ou pelo gênero, proporção que aumenta as porcentagens quando se fala de transsexuais e travestis. Essa conjuntura, segundo os pensamentos do filósofo John Locke, é uma quebra do contrato social, onde o Estado não garante que os cidadãos desfrutem de seus direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no Brasil.

Ademais, a falta de informação é outro impulsionador do problema. Muitas vezes, o SUS (Sistema Único de Saúde), disponibiliza o tratamento procurado -para AIDS por exemplo-, remédios, vacinas, camisinhas e exames, e essas informações não são devidamente divulgadas. Nesse sentido, grupos vítimas de exclusão como: imigrantes, LGBTQIA+, índios, etc. acabam tendo violado um direito humano imprescidível, a saúde. Além de que, segundo pesquisa feita pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), vítimas de algum tipo de discriminação ou exclusão tem 4 vezes mais chances de adquirirem algum distúbio psicológico. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a se perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessecidade de combater esses empecilhos. Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, por intermédio de ações que busquem abolir práticas discriminatórias nos centros de saúde, puna pessoas que pratiquem crime de discriminação, principalmente profissionais da área, que descumpram do dever de manter sempre a imparcialidade e zelar pelo conforto do paciente, a fim de que o grupo menos favorecido tenha acesso a saúde igual a todos os outros grupos. Assim, se consolidará uma sociedade mais plena, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.