As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 29/07/2021

A Organização Mundial Da Saúde (OMS) estabelece a definição de saúde como condições fisícas, psicológicas e sociais ligadas ao bem estar e a manutenção da vida. Desse modo, cabe também  a lei número 8.080 de 1990, do Sistema Único De Saúde (SUS), a qual assenta a universalidade, intregalidade e a equidade como princípios fundamentais. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com  ênfase na prática fora das definições, visto que  pessoas em situações de vulnerabilidade não apresentam seus espaços na participação de tais direitos. Diante desse perspectiva, faz-se imperiosa a análise de fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, vale ressaltar que a precarização da saúde mental de minorias contribui para esse cenário vigente. Nesse sentido, segundo dados do Ministério da Saúde de 2016, jovens negros entre 15 a 29 anos abragem uma taxa de 45% dos suícidios na sociedade brasileira, o que torna evidente a situação de vulnerabilidade desses grupos, os quais deveriam ter seus direitos interligados a saúde, sobretudo mental, garantidos. Desse modo, cria-se uma população incrédula em relação aos direitos que essas possuem, e sem visão de melhoras futuras.

Ademais, a obra “O Alienista” do escritor Machado de Assis, aborda como tema a obsessão pela normalidade, onde o médico protagonista acaba por patologizar todos os compartamentos não padrões. A construção da imagem do indíviduo na sociedade brasileira tem forte fator de influência nos pré-julgamentos, o que dificulta o acesso ao atendimento de saúde igualitário e qualificado, tendo, por exemplo a transexualidade vista como patologia até os dias atuais. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprenscídivel que o Ministério da Cidadania em ação conjunta com ONG´S de atendimento de pessoas em situações vulneráveis, por intermédio da mídia, promovam campanhas questionando e desconstruindo os preconceito e alertando a população para a necessidade de um atendimento especial para indíviduos nessa situação. Da mesma forma, o Ministério da Saúde em parceria com faculdades na área de ciências da saúde e social, devem desenvolver estudos específicos que seja levantados os principais indicadores sanitários dos diversos grupos sociais brasileiros. Desse modo, poderá consolidar-se uma sociedade com os princípios do Sistema Único de Saúde vigente.