As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 04/08/2021
De acordo com o Art. 196 da Constituição Federal do Brasil, “A saúde é direito de todos e dever do estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.” Mostrando que, no papel e na lei, o acesso à saúde é direito e deve poder ser acessada por todos igualmente. No entanto, a exclusão de camadas sociais e raciais tem sido evidenciada diariamente por diversos brasileiros. Sendo assim, de extrema importância a discussão sobre as consequências da falta de acessibilidade à saúde para as minorias da população no Brasil.
Sabe-se que no século XIX, foi introduzido à sociedade o capitalismo, sendo um dos principais motivos da atual desigualdade social. Fator que tem seus empecilhos que se espelham na saúde da população mais pobre. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 64,4% da população brasileira não possui planos de saúde, ou seja, dependem do Sistema Único de Saúde, o SUS. Sendo a única forma de acesso a saúde para pessoas de baixa renda, esse sistema ainda sofre de incontáveis situações precárias que produzem impactos que refletem diretamente nessa parcela da população.
Além das desigualdades sociais, minorias sexuais enfrentam inúmeras dificuldades do acesso à saúde. Pesquisas mostram a problemática da acessibilidade, por violações e obstáculos, com motivos de por exemplo a orientação sexual. Dados compartilhados pela PNS (Pesquisa Nacional de Saúde), divulgam que mais de 10% da população já sofreu preconceito no sistema público de saúde brasileiro. Bem como diversos profissionais não possuem preparação para atender e tratar pessoas e situações diferentes.
Portanto, em vista dos fatos mencionados, medidas devem ser tomadas para resolução dessa problemática. Mesmo com a ajuda do SUS que minimiza a situação, ainda é necessário que o Ministério da Economia juntamente com o Ministério da Saúde invista na criação de programas, que tragam mais acesso ao sistema de saúde independente da camada social ou gêneros. Além, da disponibilização de cursos digitais e gratuitos para os profissionais da saúde sobre a inclusão e aumento ao acesso desse sistemas com o intuito de maior qualificações dos mesmos, assim, afetando positivamente a população brasileira.