As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 07/08/2021

Policarpo quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando assim, em um Brasil utópico. Entretanto o descaso com a inclusão na área de saúde torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela deficiência no acolhimento que o grupo LGBTQ sofre, seja pela conduta inadequada dos profissionais da saúde, o problema permanece afetando grande parte da população e por seguinte as futuras gerações, portanto, exige uma reflexão urgente.

Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar que a carência de investimentos em saúde pública deriva da ineficácia do Poder Público, no que concerne à criação de mecanismos, os quais coíbam tais recorrências. Sob a perspectiva do filósofo contratualista John Locke, o estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos indivíduos e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social no cenário hodierno brasileiro, visto que, a falha na saúde pública, está intrinsecamente ligada ao crescimento de índices alarmantes de distúrbios mentais e tentativas de suicídio entre jovens e adultos LGBT, já que, a falta de profissionalismo somada a inadequação do programa, as especificidades desse grupo contribuem para o surgimento de doenças físicas e psicológicas aos indivíduos LGBT. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, a conduta inadequada dos provedores da saúde também pode ser apontada como promotor do problema. Segundo o famoso físico, Isaac Newton ‘’toda ação gera uma reação oposta de mesma intensidade ‘’. Ou seja, não promover uma assistência pública de qualidade e eficiência a minoria resulta em um agravamento na saúde da população brasileira. Entretanto, os jovens e adultos pertencentes a esse grupo se sentem intimidados pelas maneiras que são tratados e acabam por evitar frequentar postos de saúde ou hospitais por conta de sua sexualidade, o que, segundo o jornal G1, ajuda a aumentar os índices de doenças sexualmente transmissíveis, como HIV/AIDS, contribuindo ainda mais para a desorganização do Estado na busca por procurados, promovendo o aparecimento de mais mortos sem identificação.

Evidencia-se, portanto,  que medidas devem ser tomadas para reverter este cenário. Por conseguinte, cabe ao Poder Público, responsável por defender os direitos de cada cidadão, promovendo a justiça e resolvendo os prováveis conflitos na sociedade, implantar uma conduta de respeito e profissionalidade ao próximo, por meio de um maior investimento no setor da saúde de cada cidade brasileira, a fim de torna um país mais prospero e seguro para os nativos do Brasil.