As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 06/08/2021

De acordo com a Constituição Federal brasileira de 1988, Art. 196, é declarado que, a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. No entanto, esse direito segue apenas no papel, pois, na prática existem diversas formas e exclusão, e impactos que os brasileiros enfrentam para desfrutarem de uma saúde de qualidade. Com isso, fica claro que tal questão está diretamente relacionada com preconceito das pessoas com uma parte da população, e também a falta de investimentos do Governo em uma saúde de qualidade no país, e fatores como esses adoecem a população brasileira.

Em primeiro lugar, é necessário ressaltar que a maior parte da população que mais precisa da saúde pública são os que mais sofrem com a exclusão e a discriminação social. Consoante a isso, o Brasil se encontra na 109º posição colocada no ranking mundial de exclusão social, de acordo com o jornal Folha de Londrina. Com base nisso, é notório que uma parcela da população considerada a minoria são os que mais sofrem diariamente com a exclusão social e o preconceito, seja pela cor da pele, gênero, e sua condição física ou mental, em casos como esses dificulta o acesso igualitário e qualificado a saúde e consequentemente acaba afetando o bem-estar social do individuo levando a quadros alarmantes. Dessa forma, visto que o preconceito e a exclusão social impede o acesso à saúde de uma parcela social é necessário que a sociedade tome ciência de suas ações, a fim de não prejudicar o próximo.

Outrossim, um grande fator que contribui para os impactos na saúde pública e que conduz ao adoecimento das populações é a falta de investimento do Governo no setor da saúde, como o SUS. De acordo com Conselho Nacional de Saúde em 2019, a perda de investimentos na área, por conta da emenda constitucional de 2016, representou R$ 20 bilhões, o que significa, na prática, a desvinculação do gasto mínimo de 15% da receita da União com a Saúde. Assim, a falta de investimentos na saúde pública para população reflete no bem-estar das pessoas, de uma parte da sociedade que não possuem atendimentos em empresas privadas por conta do custo e acabam ficando sem um direito tão básico.

Portanto, é necessária medidas para mitigar as diversas formas de exclusão e seus impactos na saúde. Logo cabe ao O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos com a ajuda de ONG’s e da midia propor discussões, através de eventos, que ajude a desconstruir o preconceito e alertar a população sobre esses temas a fim de evitar a exclusão social dessa minoria. Ademais, compete ao Governo Federal em conjunto com Ministério da Saúde, através do uso de verbas, propor novos projetos com melhores investimentos com intuito de melhorar e qualificar para que seja para todos esse tal direito.