As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 07/08/2021
O SUS (Sistema Único de Saúde) segue alguns princípios fundamentais, que obedecem às diretrizes do Artigo 198 da Constituição Federal de 1988, que preveem a universalidade, a integralidade e a equidade no acesso à saúde. Representando uma conquista democrática ao Brasil, o conceito de universalidade transformou a saúde em um direito de todos e um dever do Estado. Ela determina que todos os cidadãos brasileiros têm direito ao acesso à saúde, sem qualquer tipo de discriminação. Porém, a exclusão social reflete diversos problemas à saúde do brasileiro. Portanto, urge aos órgão de poder, resolver esse problema.
Em primeira análise é possível identificar que grupos sociais que historicamente sofrem preconceitos não se sentem acolhidos ao procurarem atendimento médico. A saúde pública padece de recursos para melhoria na infra-estrutura, porém a falta de preparo dos profissionais em atender todos os públicos pode ser encarado como o principal obstáculo a receber de forma adequada todas a demandas de pacientes. Diante de tal despreparo do setor humano em proporcionar um atendimento digno, muitos se sentem excluídos e desencorajados na procura dos serviços. Para travestis e transexuais, a principal barreira é fazer valer o uso no nome social e ser tratado conforme o gênero com o qual se identifica. “Alguns profissionais até desconsideram o cartão do SUS e levam em conta o documento original [sem o nome social]. O que é contraditório, porque o serviço de saúde foi o primeiro a utilizar o nome social”, fala de Keila Simpson, presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).
Ademais, outro problema para a comunidade LGBTQIA+ é a heteronormatividade e o estereótipo de que todos têm alguma infecção sexualmente transmissível (IST) . Em muitas consultas, o médico pede um exame sorológico para detectar HIV sem ao menos perguntar sobre as práticas sexuais deles.
Portanto, tendo em vista os fatos citados anteriormente, urge a necessidade de medidas capazes de reverter esse quadro. O ministério da educação, por meio de verbas públicas deve investir em palestras para os profissionais da saúde, de modo que promova o ensino do respeito e tolerância as diversidades, no intuito de formar cidadãos desprovidos de preconceito. Dessa forma os profissionais serão capacitados para atender a comunidade LGBTQIA+, que se sentirão mais confortáveis em suas consultas.