As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 07/08/2021

No filme, “A garota dinamarquesa”, é retratada a luta de Einar ao entrar num processo de redesignação sexual, o filme alerta a importância da ação da saúde no combate a grande discriminação sofrida por essa parcela da sociedade. Fora da ficção, nota-se a contribuição do Brasil na saúde pública para a atenção a essas pessoas, por exemplo, com  a cirurgia de mudança de sexo oferecida pelo próprio SUS (sistema único de saúde). Embora haja o desempenho da nação brasileira nessa questão, ainda existe muito preconceito, então, é indispensável analisar as formas de como cessar todas maneiras de discriminação sofrida pelo público LGBT, as quais lesam a saúde física e mental.

Nessas circunstâncias, é valido destacar dados que apontam a interferência que o preconceito contra pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) causam a sua saúde no geral. Segundo uma pesquisa realizada pelo Box1824, há três grandes impactos existentes que afetam ativamente a saúde mental dessa esfera da sociedade. Como resultado, uma das que mais foram relevantes foi a falta de uma fonte de renda, causada justamente pela falta de oportunidade de emprego, o que certamente influi na falta de uma renda fixa. Consequentemente, o pressão causada pela falta de dinheiro para o pagamento de dívidas e para outros fins, ocasiona uma grande ansiedade e depressão por conta da demasiada preocupação. Por isso, é importante atentar-se aos LGBTs e o progresso da melhora da saúde da sociedade brasileira, uma vez que antes de tudo, são pessoas.

Além disso, outra questão é a discriminação racial, pessoas além de fazerem parte da sociedade LGBT, são pretas, os quais também sofrem formas de rejeição no campo laboral, atingindo, assim, sua saúde psíquica. Conforme o Gestão Kairós, uma análise feita apontou que apenas 6% do quadro geral dos profissionais negros de empresas são lésbicas, gays ou bissexuais e apenas 0,4% são transgêneros. Além disso, o mesmo informante afirmou que na posição de liderança de empresas, apenas 0,08% são transexuais. Tais informações deixam claro que a dificuldade dessas pessoas de alcançar cargos superiores em empresas desgastam diretamente a saúde emocional.

Dado o exposto, infere-se, portanto, que, são necessárias mudanças que visem a uma evolução do quadro atual em relação a aceitação e o respeito dessas pessoas. Para tanto, é imprescindível que o governo federal, em aliança com o Ministério da Saúde promova investimentos em campanhas públicas que tenham a intenção de incluir a categoria LGBT na sociedade, garantindo o acesso a saúde pública sem sofrerem discriminações. Isso pode acontecer por meio de palestras que ocorrerão nos postos de saúde público e psicológicos direcionado os atuantes da área. Tudo isso com o propósito de garantir o respeito na sociedade e o acesso a saúde sem receio algum da população LGBT.