As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 06/08/2021
Entende-se preconceito como uma opinião desfavorável ou um sentimento hostil motivado pelo hábito do julgamento antecipado sem um real fundamento, o que está diretamente relacionado a exclusão social, em que infelizmente ainda é uma realidade no Brasil. É perceptível, que a exclusão social trás graves impactos sobre a saúde. Desse modo, urge aos orgãos de poder desenvolver mecanismos para sanar a falta de atendimento da saúde e a diminuição da exclusão socioeconômica.
Em primeiro lugar, verifica-se que o Sistema Único de Saúde (SUS) não possui infraestrutura e investimento suficiente para atender toda a população brasileira, visto que o Brasil gastou 1282 reais por pessoa com a saúde anual, já os Estados Unidos obteve um gasto de 10 mil dólares per capita por ano, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 2018. Por esse ângulo, constata-se que a carência de profissionais qualificados, falta de equipamentos, superlotação e escassez de leitos são consequências da insuficiência de verbas e do mal gerenciamento do dinheiro público.
Ademais, a segregação contra as minorias como: gays, travestis, lesbicas, toda a comunidade LGBTQIA+, além de pessoas com deficiências, é uma das principais causas da exclusão no sistema de saúde brasileiro, porque muitas vezes essas pessoas não se sentem confortáveis para irem à hospitais, pelo fato de receberem diversos olhares, julgamentos e escutarem comentários maldosos por serem considerados, por alguns, inferiores. De acordo com Albert Einstein, “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito” deixando evidente as desigualdades e absurdos sofridos pelas minorias.
Portanto, em virtude dos fatos mencionados, vê-se a necessidade do Governo Federal, junto a Instituições Governamentares, destinarem maior parte das verbas à saúde, além de aumentarem a fiscalização do dinheiro público. Paralelamente, as escolas e o Ministério da Educação devem prover palestras e atividades como trabalhos, apresentações, murais e banners com o intuito de minimizar a intolerância enraizada na sociedade verde-amarela, para que assim a população se torne mais consciente, o ódio se torne menos disseminado e a saúde tenha cada vez mais qualidade e se torne mais acessível a todos.