As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 06/08/2021
A Constituição Brasileira de 1988 assegura que todo cidadão tenha direito à saúde de qualidade e de forma gratuita graças ao Sistema Único de Saúde. Entretanto, os casos de exclusão para com as minorias na busca por atendimento médico e cuidados com a saúde, torna a realidade distante do proposto pela lei. Assim, seja por ausência de políticas públicas voltadas ao tema em questão, seja pela falta de informação para os profissionais da saúde quanto ao tema, essa problemática cresce de forma silenciosa.
Em primeiro lugar, evidenia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para resolver a problemática. Segundo Abraham Lincoln, ícone político americano, a política é serva do povo e não o contrário. Com efeito, em relação à exclusão da comunidade LGBTQIA+ e minorias étnicas na área da saúde o que percebe é justamente a ideia oposta que Lincoln defendeu, pois não há um conjunto de ações, planos, metas públicas voltadas para a resolução da questão. E como consequência há o agravamento de um problema social expressivo que poderia ser solucionado se houvesse mais interesse do Estado. Logo, é inegável que essa situação ocorre porque o governo não age em prol da resolução dela.
Nesse mesmo viés, ideias errôneas sobre a comunidade LGBTQIA+ são propagadas e, por muitas vezes, são a razão da recusa ao atendimento de qualidade a essa parcela da população. Nesse princípio, a falta de informação para lidar com determinados casos acarreta uma exclusão e receio durante o atendimento, evideniando um problema social. Isso porque, tratando-se da relação comunidade LGBTQIA+ e saúde, o primeiro pensamento é sobre a aids e demais relações sexualmente transmissíveis que, devido a forma como se originam, são vítimas de repúdio. Dessa forma, é necessário rever os conceitos pré estabelecidos na sociedade uma vez que alavancam problemáticas sociais e prejudicam, por muitas vezes, a saúde daqueles que acabam por se tornar vítima desses tais conceitos.
Depreende-se, portanto, a relevância da igualdade no processo de atendimentos relacionados à saúde das minorias no Brasil. Para que isso ocorra, cabe ao Poder Legislativo incentivar a propagação a importância de acabar com preconceitos por meio da publicação em seus meios midiáticos os problemas psicológicos que tal obstáculo pode oferecer à população, além de garantir, em escolas, palestras sobre a importância da inclusão e psicólogos para vítimas e agressores, o que afeta de forma sistemática toda a estrutura social excludente, posto que cuidando da juventude, futuras gerações podem ser mais responsáveis.