As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 07/08/2021

De acordo com a Constituição Federal brasileira de 1988, em seu artigo 196, prevê que assim como educação, a saúde é um direito de todos os cidadãos sendo dever do Estado ofertar isso com qualidade e homogeneidade. Por conseguinte, na contemporaneidade, a saúde do brasiliano enfrenta adversidades ao lidar com os impactos que as diversas formas de exclusão proporcionam. Isso ocorre, seja pela falta de preparo dos profissionais em atender pessoas de outros grupos, seja pela dificuldade de pessoas humildes em acessar o atendimento médico. Em síntese, torna-se evidente a necessidade de adotar medidas que amenizem esses problemas.

A princípio, é notório que o SUS (Sistema único de saúde) apresenta algumas dificuldades para atender os grupos minoritários, como a comunidade LGBTQIA +. Essa informação é confirmada por uma pesquisa publicada pela PePSIC (Periódicos Eletrônicos em Psicologia), a qual relata que nos hospitais há atendimentos discriminatórios, constrangimentos, condutas inadequadas e ofensas verbais, as quais são proferidas pelos profissionais da saúde. Posto isso, a medida que os indivíduos do grupo em questão não são bem atendidos em uma consulta médica, o surgimento de transtornos psíquicos nos mesmos, como depressão e ansiedade é mais propício. Logo, é preciso uma maior atenção ao assunto visto que pode levar uma pessoa a cometer suicídio.

Ademais, é perceptível que as pessoas de baixa renda enfrentam desafios ao acessar o atendimento médico. De acordo com uma pesquisa feita pelo PSN (Pesquisa Nacional de Saúde), aponta que 23,3% dos negros se sente ou já sentiram descriminados durante uma consulta. Dessa forma, a falta de poder aquisitivo que viabilize acesso a um bom plano de saúde atrelado ao mau tratamento ofertado peloserviço de saúde pública, faz com que o indivíduo opte por não ir ao médico e com isso há uma possibilidade de agravar a sua enfermidade . Como resultado, tais adversidades podem levar o sujeito ao óbito.

Em suma, infere-se que os impactos da exclusão são um grande desafio para a saúde do brasileiro. Sendo assim, é necessário que o Governo, através do Conselho Federal de Medicina, promova palestras, profissionalizando os médicos nas universidades acerca da diversidade dos pacientes, com o intuito de oferecer aos grupos minoritários um atendimento de qualidade. Também, é relevante que o Estado, por meio do Ministério da Saúde, órgão responsável pela saúde do país, invista no SUS, fornecendo suprimentos e estrutura adequada aos hospitais, com o objetivo de oferecer aos indivíduos de baixa renda um tratamento médico digno. Destarte, as adversidades em relação a essa temática se atenuarão no país.