As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 05/08/2021
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a saúde consiste em um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas como ausência de doença ou enfermidade. Entretanto, tal conceito não corresponde à realidade brasileira, já que as populações vulneráveis possuem condições físicas e mentais afetadas. Essa problemática se deve não só pela negligência governamental, mas também pela discriminação desses indivíduos por parcela da população verde-amarela.
Em primeira análise, vale ressaltar que o descaso do Estado com as minorias, como os moradores de rua, a comunidade LGBT e pessoas de baixa renda é uma das principais causas para atendimentos discriminatórios nos serviços de saúde. De acordo com os dados obtidos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), vítimas de discriminação têm risco quatro vezes maior de desenvolver depressão ou ansiedade. Nesse viés, as unidades de saúde ao não possuírem uma conduta empática, além desses grupos terem o direito à saúde violado, também possuem o bem-estar mental afetado.
Ademais, a sociedade brasileira apresenta diversos estereótipos que tem persistido desde o início do processo de colonização e associada a tentativa de excluir as pessoas que não se enquadram nesses padrões. Sob esse viés, o Livro “Holocausto Brasileiro” retrata uma clínica psiquiátrica na qual negros, homossexuais e moradores de rua, por exemplo, eram internados com o objetivo de isolar cidadãos indesejados no âmbito social. De maneira análoga, o cenário retratado na obra é similar ao contexto atual, uma vez que as minorias são impedidas de ter um convívio pleno e são, de forma preconceituosa, considerados com algum tipo de anomalia ou transtorno.
Logo, o Ministério da Saúde deve abordar para os profissionais de saúde sobre a inclusão das minorias, por meio da realização de palestras semestrais, as quais devem ter orientações sobre uma abordagem adequada e ética, com intuito de os pacientes tenham um atendimento com equidade. Além disso, é necessário que o Ministério da Cidadania, em parceria com a mídia televisiva, promovam a diversidade e a tolerância, mediante a criação de ficções engajadas - novelas, filmes e séries com elencos de diversas etnias e orientações sexuais - a fim de desconstruir estigmas e padrões sociais.