As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 06/08/2021
A saúde é um direito de todos e dever do Estado, a qual é um ponto fundamental da Constituição Federal. No entanto, historicamente, certas minorias subjulgadas, sofrem restrições a sua cidadania, como o acesso à saúde, em virtude da exclusão social oriunda de fatores socioeconômicos e de oriental sexual.
Primeiramente, destaca-se que as formas de preconceito na sociedade impactam negativamente em grupos distintos. Assim, é possível observar como exemplo, a realidade da comunidade trans, onde 90% dessa população encontra-se na prostituição, segundo pesquisa realizada pela Associação Nacional das Travestis e Transexuais, em 2018. Evidenciando, assim, tamanha vulnerabilidade dessas pessoas.
Somado a isso, no Brasil há um grande desequilíbrio relacionado às condições sociais. Dessa forma, atualmente cerca de 13 milhões de brasileiros estão desempregados, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2019. Ademais, no país existem cerca de 100 mil pessoas em situação de rua, consoante no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em 2015. Consequentemente, essa parte da sociedade está em situação de vulnerabilidade e não possui condições financeiras para compras de saúde, ou seja, dependendo exclusivamente das políticas públicas.
Infere-se, portanto, que a saúde e combate ao preconceito são fatores que estão interligados. Dessa perspectiva, deve ser promovido pelo governo, através do Ministério da Educação, um maior preparo dos médicos e palestras que mirem apaziguar a intolerância presente na sociedade brasileira por meio da divulgação feita pela mídia de modo a diminuição dos índices de preconceito conforme o tempo. Dessa maneira, o Brasil ficará mais perto de ser um país realmente receptivo e com a população que nele vive mais saudável.