As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 04/08/2021

O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que as inúmeras maneiras de exclusão social afetam a saúde de uma grande parcela do povo brasileiro. Assim, seja pela ineficiência profissional no atendimento, seja pela falta de políticas públicas, o problema exige uma reflexão urgente.

Convém salientar, de início, que a ineficiência profissional em atender toda a população da mesma maneira é um entrave que precisa ser solucionado. Dessa forma, é possível notar uma grande diferença no tratamento ao paciente quando se sabe a determinação sexual do indivíduo (a exemplo de gays, lésbicas, trans etc), seja pelo mal tratamento, agressões, xingamentos, críticas etc, ou seja, fatores que afetam diretamente no conceito de saúde, bem-estar e direitos iguais para todos, como estabelecido na Constituição Federal de 1988, além do despertar de doenças mentais, como ansiedade, depressão e muitas vezes, o suicídio. Logo, é substancial a mudança desse cenário na vida do brasileiro.

Ademais, é necessário destacar que o governo se omite frente ao agravamento da situação quando se trata em realizar políticas públicas a favor da inserção de todos os grupos na sociedade. Nesse sentido, tal fato ocorre pela ineficiência em inserir profissionais capacitados para atender qualquer tipo de pessoa sem discriminação, constrangimento e desrespeito, principalmente em postos de saúde, que muitas vezes negam não ter um produto desejado por uma pessoa gay, por exemplo, pelo simples fato da escolha sexual, o que afeta diretamente no emocional do indivíduo. Por isso, é inaceitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação do governo, que deve, por meio de campanhas midiáticas e palestras, promover a debates que abordam a importância de inserir todas as classes na sociedade, criando a consciência na população de que todos tem os mesmos direitos e que por isso, ninguém deve tratar uma pessoa com desrespeito, violência etc, a fim de proporcionar um país mais justo e igualitário para que doenças como depressão sejam erradicadas do Brasil.