As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 06/08/2021

Apesar de ser um dos 5 países, entre eles o único subdesenvolvido, a oferecer um sistema de saúde federal gratuito, além de pioneiro em oferecer procedimentos estéticos e cirurgia de mudança de sexo, o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta obstáculos quanto ao atendimento à minoria - como negros e a comunidade LGBTQ+. Portanto, torna-se discutível, entre a comunidade sociocientífica, os impactos do preconceito etnocentrico e a intolerância à diversidade sexual, bem como a busca por ferramentas que atenuem a problemática no Brasil.

Conforme um estudo publicado pelo Estudo Global de Carga de Doenças de 2010 (EGCD), cerca de 5 dentre 6 analistas que participaram do trabalho mostram maior chance de transtorno mental em indivíduos não brancos, e que o ocorrido está diretamento ligado a desigualdade socioestrutral e etnocentrica, que impede o atendimento de forma respeitável e inclusivo a menoridade. Aliado a isso, está a desestrutura do sistema de saúde brasileiro, principal organização utilizada por essa parcela populacional, que não possui condições de acompanhar muitos indivíduos ao longo da vida e agrava doenças que muitas vezes poderiam ser controladas ou solucionadas, como depressão e epilepsia.

Há ainda, a precária acessibilidade à saúde por minorias sexuais, componentes do grupo LGBTQ+, onde mazelas como sífilis e HIV são, maiormente, encontradas entre membros dessa comunidade. Devido ao preconceito ainda existente, há constrangimentos e até humilhações por parte da população intolerânte, inclusive pelos medicos atendentes, que encontram-se despreparados para abordar e tratar o grupo, ou atuam com distinções de gêneros.

Dessarte, para que a exclusão social seja minimizada e que a saúde brasileira supere esses feitos, é imprescindível ações dos corpos midial e governamental. Para isso, é preciso que esses setores, mídia e governo, aliados,  promovam operações virtuais, por meio de veículos informativos, e palestras em escolas e postos de saúde, visando o respreito aos pacientes nas consultas e redução de índices de doenças mentais e físicas nacionais, promovendo assim, a diminuição dos impactos a saúde causados pela exclusão social.