As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 04/08/2021

No Brasil, o número de pessoas com deficiência está aumentando gradativamente e, com essa mudança, é necessária uma adaptação social para integrá-las à sociedade. É inadmissível que faltem às instituições estrutura, educação e profissionalismo para as receber, e esta é uma das razões da massiva exclusão social no país.

Segundo o IBGE, cerca de 24% da população brasileira possui algum tipo de deficiência e, com base nesses dados, a falta de investimentos na adequação de cidades e empresas para integrá-las à sociedade é inadmissível. Na visão do sociólogo Pierre Bourdieu, tais medidas são chamadas de violência simbólica por se tratarem de comportamentos institucionais que violam o bem-estar dos indivíduos e os excluem desonestamente do meio social. Como consequência óbvia dessa violência, muitas pessoas com deficiência se sentem violadas e impotentes, e esses sentimentos se desenvolverão até que atinjam um estado de depressão, pois sua exclusão social acaba fazendo com que se sintam impotentes.

Até que atingir um estado de depressão, porque a sua exclusão social acabou por fazê-lo sentir-se inadequado. A cada 45 minutos, uma pessoa é morta no Brasil. Portanto, considerando que apenas 1% dos deficientes brasileiros participam corretamente do mercado de trabalho, a exclusão dessas pessoas da sociedade é um gatilho para o crescimento do índice de depressão do país, tornando-se um caso urgente de saúde pública.

Não há dúvida de que as empresas precisam urgentemente de medidas inclusivas. OMS e ME devem iniciar projetos e leis de inclusão! Dentre eles, pelo menos 2 pessoas com deficiência, tanto física quanto mental, são obrigatórias e devem ser acompanhadas de palestras educativas por elas ministradas no recrutamento para conscientizar e capacitar toda a empresa.