As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 05/08/2021

O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas do Brasil contemporâneo. Nesse viés, a exclusão de minorias sexuais e seus reflexos na saúde são um problema eu pauta na atualidade. Sendo assim, seja pelo preconceito crônico da sociedade, ou então, pela ineficiência das leis, a problemática existe e necessita de reflexão urgente.

Primeiramente, cabe ressaltar que o preconceito contra homossexuais está instalado na população brasileira há muito tempo devido à cultura. Dessa forma, aquelas instituições que lidam diretamente com pessoas (como as de saúde) refletem essa tradição, consequentemente excluindo os que possuem orientações sexuais diversas. A exemplo disso, existem os relatos de gays, lésbicas e demais minorias que dizem evitar buscar tratamento médico devido à como são cuidados, ou então, por receberem olhares tendenciosos quando estão na unidade. Logo, entende-se que o preconceito presente na sociedade auxilia a rechaçar os homossexuais.

Em segundo lugar, muitos direitos assegurados em lei, na prática não estão em vigor. Nessa perspectiva, a constituição federal garante à todos os brasileiros direitos básicos como a educação, segurança e, no caso, a saúde, que para essa parcela da população está sendo violada e atrasada. Isso pode ser comprovado com dados que comprovam a maior ocorrência de doenças, como HIV e cardiopatias, no público LBGT, tendo em vista o fato de que o atendimento muitas vezes é mal feito, ou até negado para pessoas que tendem a ter mais problemas de saúde. Enfim, conclui-se que devido a baixa contemplação das leis no país, as minorias são ainda mais excluídas.

Em suma a problemática existe e necessita de reflexão urgente. Dessa forma, cabe ao Governo fiscalizar o cumprimento pleno da lei, no que diz respeito ao atendimento à toda a população sem distinção, por meio de equipes que vão até as unidades básicas de saúde e hospitais para conferir o atendimento, além de pesquisas diretas com essa parcela minoritária da população (para ter o retorno de como está sendo o atendimento), com o objetivo de cada vez mais incluir essas pessoas dentro da sociedade e garantir seus direitos como cidadãos. Portanto, poder-se-á atenuar a realidade próximo ao discutido por Dimenstein em sua obra “O Cidadão de Papel”.