As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 05/08/2021
“Triste mundo que cobre os vestidos e despe os nus”. A citação de Pedro de La Barca, poeta espanhol, se encaixa no cenário brasileiro, onde, quem tem poder, dinheiro e está dentro do esteriótipo social, possui e recebe mais do que precisa. Enquanto a grande maioria que não entra nesse padrão, precisa lutar para viver. Cenário esse, que gera distúrbios mentais e emocionais na comunidade LGBTQI+, e alimenta o preconceito e violência racial para com pessoas negras, acarretando o aumento da ansiedade, depressão e suicídio.
Sobretudo, entender que a sociedade atual ainda está enraizada num passado conservador, tornando o presente retrógrado, é o primeiro passo para a conscientização e humanidade para com o próximo. Desde o princípio, pessoas LGBTQI+ são alvos de todo tipo de violência, seja ela verbal ou física, sendo que além delas não receberem suporte e apoio médico, também são maltratadas por profissionais da saúde. Ademais, a exclusão deveria ser encarada como problemas de saúde pública, para dar o devido tratamento a essas pessoas e decair os casos de suicídio que ainda é frequente no Brasil, um exemplo disso, é a morte de Lucas Santos, jovem de 16 anos que cometeu suicídio após ser alvo de bullying nas redes sociais.
Além disso, discursos de ódio sendo justificados como opinião, é o principal meio para destilar o preconceito, e realizar comentários ou atitudes que violam a integridade do próximo. Bem como, todas essas questões estão ligadas não somente ao bem estar físico, como também mental de pessoas que são alvos de todo tipo de maus tratos. Ter em mente que a depressão mata e é gerada por essa exclusão em sociedade, é um passo para a mudança.
Em resumo, para a garantia do bem estar de todo e qualquer indivíduo, especialmente os que são alvos de martilização, o Governo, juntamente com o Ministério da Saúde, deve atuar com o aumento de profissionais responsáveis pela saúde mental, oferecendo apoio psicológico. Outrossim, campanhas em escolas ensinando sobre as consequências e perigos do bullying é uma solução eficaz para a diminuição dessa prática. Como também, medidas jurídicas que punam adequadamente agressores e evitem perseguições ou agressões são soluções indispensáveis para reverter esse cenário.