As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 06/08/2021

O Brasil é um país que como em qualquer outro a saúde é uma das pautas mais importantes. No país onde vivem cerca de 211,8 milhões de habitantes, segundo uma estimativa divulgada pelo IBGE no ano de 2020, e que possui uma das maiores extensões territoriais do mundo o sistema de saúde é algo muito requisitado para o tratamento de doenças e o auxílio da população, onde o mesmo tem e é um direito dado pela constituição logo é algo que todos devem ter acesso sem dificuldade e sem custos. Porem a realidade é outra, as pessoas que mais precisam do SUS, como a população pobre e minorias como negros e pessoas da comunidade LGBTQI+, muitas das vezes não conseguem acesso devido a fatores como preconceito devido a sua orientação sexual ou gênero e pela cor. Dessa maneira é necessário entender o motivo principal para esse preconceito quais as suas consequências e como amenizar essa situação.

A priori, antes de começar a entender melhor o motivo é importante retomar em um fato já apresentado que é a existência do Sistema Único de Saúde(SUS) que é a forma de garantir a todos os direitos garantidos pela constituição que é a de ter acesso à saúde, porem a realidade é outra. Deste fato pode-se entender que a saúde não é para todos, com isso acaba entrando em conflito com a definição do SUS que é dito pela lei n° 8080 do ano de 1990 por três fatos o primeiro sendo a universalidade onde independentemente da cor, sexualidade ou status social deve ser atendido pelo SUS, porem isso não é seguido no Brasil por muitas das vezes, o segundo é a integralidade onde para considerar alguém como saudável não só a saúde física deve se levada a conta mas também a saúde mental e social, mostrando que segue o conceito de saúde da OMS, e por fim a equidade que consiste na priorização das pessoas mais vulneráveis para atendimento.

Além disso, é importante destacar o estigma que as pessoas que são diferentes do “normal” empregado pela sociedade. Por muito tempo as pessoas do movimento LGBTQI+ eram vistas como doenças e por muitas vezes eram internados devido à concepção de que as pessoas homossexuais sofriam de distúrbios isso se torna mais difícil quando no caso das pessoas trans devido, pois até hoje no Brasil elas são consideradas como distúrbio. Outro fato a se destacar é a questão das taxas elevadas de suicídio entre meninos negros.

Portanto, é imprescindível a ação do Governo por meio do Ministério da Saúde e o Ministério Mulher, Família e Direitos Humanos, devem se juntar para fazer uma ação em conjunto com os governos estaduais para conscientizar as pessoas sobre os problemas gerados devido a essa exclusão, para fazer isso pode ser feitos eventos e propagandas para atingir um grupo maior de pessoas.