As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 06/08/2021

A saúde, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), tem como definição um estado de completo bem–estar físico, mental e social. O Artigo 196 da constituição de 88 revela que: “A saúde é direito de todos e um dever do Estado.”, porém isso é contrariado diante da realidade aonde nem todos tem acesso á saúde de qualidade em decorrência de muitos fatores, sendo um deles o preconceito. Os indivíduos considerados minoria ainda sofrem com algumas dificuldades na afluência a saúde, sendo por antagonismo socioeconômico ou por falta de respeito vindo do próprio profissional da saúde.

Com isso, os LGBT’s -uma parte da grande minoria- ainda hodiernamente sentem-se desconfortáveis ao entrar em postos de saúde e receberem olhares consideravelmente inconfortáveis. Muitas vezes não são devidamente conscientizados ou quando são e procuram a assistência da saúde pública não são adequadamente atendidos levando em conta que os profissionais da saúde também não estão totalmente conscientizados de como ajudar o devido grupo. Esses tipos de problemas acabam por levar esses indivíduos a irem com menos frequência nos postos de saúde ou até mesmo a não frequentarem.    Ademais, ainda na contemporaneidade boa parte da população encara o povo LGBT como “anormais” por não se encaixar no padrão pré-estabelecido do que é normal. Isso acaba por causar problemas de saúde, não só físico como mental também. Sendo assim, o preconceito e a discriminação são alguns dos fatores que aumenta o adoecimento da população brasileira. O Ministério da Saúde em 2016 afirmou que 45% dos suicídios no Brasil são causados por minorias, não só a população LGBT como também os negros –que compõe a maior parte da população economicamente baixa- sofrem com as dificuldades da aquisição da saúde pública, sendo por falta de postos de saúde em algumas regiões ou por racismo. O SUS (Sistema Único de Saúde) apresenta três princípios, sendo eles a universalidade, integralidade e a equidade, que devem ser cumpridos e adequados a todos os indivíduos brasileiros independente de classe social, sexualidade, raça, etnia e etc.

Portanto, para melhor desenvolvimento na solução desses problemas, o Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, em conjunto com ONG’s e a mídia, devem propor discussões que auxiliem na desconstrução da discriminação e do preconceito, e que alertem a população para a necessidade de um atendimento especial para essas populações. Outra possível solução para algumas das dificuldades é a parceria do Ministério da Saúde com as Universidades de Medicina promovendo o desenvolvimento de estudos específicos, tanto na área da medicina quanto na área social, aonde se levante os principais indicadores sanitários para diferentes grupos sociais.