As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 06/08/2021
No Brasil, tornou-se corriqueira a compreensão de que a exclusão não afeta a saúde do ser. Porém de acordo com James Kirkbride, um dos autores da pesquisa, apontou um risco maior de minorias étnicas apresentarem transtornos psicóticos. Sob esse viés, é possível inferir que a parcela da população mais afetada por essa discriminação é a comunidade LGBTQ+ que ao invés de ganhar mais espaço no âmbito de melhorias para a saúde vem perdendo-a gradativamente como, por exemplo, em 2019 o Ministério da Saúde faz a retirada de circulação das cartilhas de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis referentes aos transexuais, que dificultam a resolução de mazelas atuais e a realização de uma medicina preventiva. Essas experiências negativas geram insegurança nesses indivíduos e os levam a evitar os atendimentos em saúde. Além disso, é fato de que as diversas formas de exclusão deveriam ser encaradas como problemas de saúde pública. Outra pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por exemplo, concluiu que vítimas de discriminação e exclusão têm um risco quatro vezes maior de desenvolver depressão ou ansiedade e ainda estão propensas a agravos como hipertensão. Logo, percebe-se as consequências à saúde do brasileiro, confirmando, assim, que as consequências causadas vão além do psicológico. A saúde é um direito de todos e dever do Estado, a qual é um ponto fundamental da Constituição de 1988. Com isso, o tratamento, realizadas pelo Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos em todo território nacional com o intuito de valorizar a saúde como um direito humano e enfatizar a necessidade de um atendimento igualitário a comunidade LGBTQ+ sem qualquer discriminação, restrição ou negação em virtude da orientação sexual e identidade de gênero.