As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 06/08/2021

A constituição Federal de 1988 - documento jurídico mais importante do país - prevê em seu artigo 6°, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa as diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise de fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro plano, vale ressaltar a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para diminuir as diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro. Tal lógica é comprovada pelo papel passivo que o Estado exerce na administração do país. Essa conjuntura, segundo as ideias do filosofo contratualista Jonh Locke configurasse como violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre seu papel de garantir que os cidadãos disfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a falta de conhecimento do Estado como fator impulsionador do descaso com a saúde do brasileiro. Uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por exemplo, concluiu que vítimas de discriminação e exclusão têm um risco quatro vezes maior de desenvolver depressão ou ansiedade e ainda estão propensas a agravos como hipertensão. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso o Estado, por meio de campanhas publicitárias nas escolas e na internet, deve conscientizar a população da importância do Sistema Único de Saúde brasileiro, para se garantir um atendimento adequado a todos os cidadãos. Assim, se consolidará uma sociedade mais (Adjetivo positivo), onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.