As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 05/08/2021

Segundo a Constituição brasileira, precisamente no artigo 196, a saúde é direito de todos e dever do Estado oferecê-la com qualidade e homogeneidade. Porém, é indubitável que a realidade da saúde pública no Brasil está em estado de calamidade, afetando toda a população, principalmente os grupos menos favorecidos como gays, imigrantes, lésbicas, negros,. Portanto, é necessário que o governo coloque em prática os projetos do SUS (sistema único de saúde), já que esse é um dos melhores planos de saúde do mundo no papel.

Na antiguidade, pessoas que não seguiam os padrões da sociedade eram excluídos e sofriam preconceito. Atualmente isso não mudou, e essa rejeição afeta diretamente na saúde e interação destes grupos, sendo mais propícios de desenvolverem problemas mentais, adquirirem DSTs ( doenças sexualmente transmissíveis) e não se sentirem confortáveis em frequentar postos de saúde . Dessa forma, a sociedade deve aprender a ser mais tolerante com as diferenças, assim os problemas com tais grupos reduziriam em todos os aspectos.

Ademais, de acordo com uma matéria publicada pela UOL, a região norte e nordeste têm cerca de 1 médico para aproximante 954 e 750 pessoas, respectivamente. De maneira análoga a Hannah Arendt, que cita “ a essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direito”, a autonomia de desfrutar e gozar de direitos civis e sociais são iguais para todos, mas a situação é totalmente diferente com grupos que vivem à mercê da vulnerabilidade, necessitando acatar um sistema de saúde que “respira por aparelhos” para poder fazer seus exames de rotina depois de uma longa fila de espera do SUS. Por consequência, os profissionais que cuidam dessas populações mais carente ficam sobrecarregados e com estruturas laborais precárias, causando desestímulo no âmbito do trabalho gerando mal atendimento, a saída do médico ou enfermeiro na região em que está atuando e acumulando exames para serem realizados, abstendo que a sociedade seja incapaz de melhorar a qualidade de vida e a prevenir para doenças futuras.

Torna-se evidente, portanto, que mediante as dificuldades enfrentadas com o isolamento social e o preconceito medidas são necessárias para a erradicação dessa adversidade. É imprescindível que o Ministério da Saúde promova programas de inclusão para as pessoas marginalizadas em todos os ambientes de saúde, com a participação de mestres e doutores da área, a fim de treinar os profissionais de saúde para obter um atendimento acolhedor, sem preconceito e, assim, cumprir o que rege a constituição do Brasil.