As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 06/08/2021
A exclusão social é um problema atual no Brasil e que ocorre desde os primordios da colonização brasileira. Por sua natureza discriminatória, a exclusão pressiona o cidadão a passar por situações constrangedoras em espaços públicos, atingindo negativamente o sistema de atendimento de saúde. Desta forma, a barreira da exclusão não só traz ineficiência ao atendimento, como causa a morte de pessoas, mesmo que indiretamente.
Primeiramente, é importante destacar que o Sistema Único de Saúde (SUS) prevê atendimento igualitário para toda a população, visando seu bem-estar de toda a população. Porém, uma pesquisa do PPSUS realizada em 2018 aponta a prática de racismo, xenofobia ou homofobia por 57% dos profissionais da saúde pública analisados num ambiente de atendimento primário, promovendo insegurança dentre os necessitados, e os afastando de seus tratamentos. E assim, aumentando o número de óbitos por falta de tratamento.
Além disso, existe também a exclusão pela orientação sexual. Nesse contexto, muitos indivíduos não são devidamente informados sobre formas de proteção condizentes às suas necessidades, como, por exemplo, que lésbicas também precisam de cuidados para evitarem DST’s. Logo, esse preconceito é um dos fatores que dificulta o controle de doenças incuráveis como a AIDS.
Fica claro, portanto, que o preconceito gera impactos para a saúde dos brasileiros. Logo, é urgente a necessidade de instauração de ações de saúde inclusivas, veiculadas por mídia acessível, estimuladas pelo ministério da Saúde em prol da desconstrução do preconceito, a fim de atingir a população necessitada que não tem acesso ao sistema público de Saúde e promover uma prevenção e tratamento eficientes.