As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 06/08/2021
Desde sempre foi notório o preconceito e a exclusão, seja na escravização de africanos e indígenas no período colonial, a desvalorização da mulher ou até a LGBTfobia impulsionada pela igreja católica. Logo, nota-se que a existência desses desprezos se reflete no âmbito da saúde como nas questões sanitárias envolvendo a população negra e a dificuldade de tratamento ou o descaso em consultas com a comunidade LGBT.
Primeiramente, é importante notar que de acordo com o Ministério da Saúde pessoas pretas frequentam mais o SUS, visto que, a população é mais predominante em periferias. Porém, é comum que em consultas não ocorra contato físico e visual, recebam exames feitos de forma grosseira, sejam privados de tratamentos ou no caso de grávidas que não realizaram pré-natal e não foram informadas sobre o risco da gravidez que se reflete em uma taxa de 54% das mortes maternas entre mulheres negras, de acordo com o Ministério da Saúde.
Além disso, outra minoria é a comunidade LGBTQIA+, que por anos foram ligados ao surto de casos de HIV e Aids ou ligados ao sufixo ismo relacionado a doenças, hoje ainda se encontram em situação delicada. É comum que, principalmente, travestis e transexuais não sejam examinadas de forma correta pois os profissionais afirmam que não sabem tratar daquele corpo, outro caso é a proibição de homossexuais doarem sangue, derrubada pelo Supremo Tribunal Federal em 2020, ou também constantes testes de HIV e Aids exigidos por médicos.
Dito isso, o preconceito enraizado na sociedade deve ser tratado dentro de instituições de ensino com influência do Ministério da Educação e o Ministério da Saúde deve disponibilizar um melhor atendimento em periferias, e implementação do processo de monitoramento e avaliação das ações pertinentes ao combate ao racismo e LGBTQIA+fobia e a redução das desigualdades étnico-raciais no campo da saúde, logo é possível alcançar segurança e acesso a todos.