As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 06/08/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal privilégio, não tem se repetido com ênfase na prática quando se observa as diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro. Dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o preconceito com minorias étnicas como os afrodescendentes. Nesse sentido, o fato desse problema ainda persistir é bastante sério, pois elas são pessoas comuns igual a todos e a cor não deveria julgar se a saúde, por exemplo, está boa ou não. Essa situação, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar o, também preconceito mas, agora contra homossexuais, sejam gays, lésbicas, bissexuais ou transgêneros como impulsionador da exclusão deles em literalmente tudo, mas principalmente na saúde no Brasil. Segundo dados sobre a orientação sexual, de 30 entrevistados, doze eram gays, nove travestis, seis lésbicas e três bissexuais. Diante de tal exposto, vemos que existem bastante pessoas homossexuais e que eles existem a muito tempo, já é século XXI, século de renovações e, ainda existir preconceitos é algo totalmente imaturo. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Contata-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é necessário que o ministério da saúde, por intermédio de conversas por meio de reuniões, tratem de levar soluções para esses tipos de problemas, como por exemplo, fazer inclusões desses indivíduos na comunidade e que tratem eles como pessoas normais, o que exatamente eles são, a fim de melhorar as situações para o lado dessas pessoas e também no impacto sobre a saúde, seja mental seja física. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.