As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 06/08/2021

A obra “Holocausto Brasileiro”, de Daniela Arbex, retrata a história acorrida em um manicômio na cidade de Barbacena, Minas Gerais, no século 20. Negros, moradores de rua, prostitutas e homossexuais eram despachados no Hospital Colônia para serem tratados, mesmo sem nenhuma doença. Nesse sentido, podemos associar este á imposição dos padrões sociais pela sociedade hodierna brasileira.

A priori, é importante ressaltar que o padrão de beleza enraizado na população é um agravante para o impasse. Sendo assim, o corpo social brasileiro vida uma estrutura de beleza em que, a eles, foram impostas como a correta. Desse modo, muitas vezes, por exemplo, as pessoas gordas são menosprezadas e deixadas de lado devido ao seu porte físico. Por consequência disso, problemas de saúde físicos e mentais como bulimia e depressão podem afetar essas minorias.

A posteriori, é fulcral pontuar, ainda, que a transfobia colabora para a perpetuação da problemática. A frase “me deram uma medalha por matar dois homem e uma dispensa por amar um” dita pelo ex-militar norte americano Leonard Matlovich, mostra as dificuldades das pessoas LGBTQI+. Nesse contexto, pode-se igualar com a conjuntura brasileira ao observar diversas “portas fechadas” no mercado de trabalho para mulheres trans, devido a esse fator, uma grande parcela vão para o mundo da prostituição, tornando-se mais vulneráveis a transmissões de doenças sexualmente transmissível.

Portanto, fica claro que deve ser tomado medidas para precaver a situação apresentada. É importante que o Estado mande dinheiro para os postos de saúde, com o intuito de melhorar o sistema público de assistência, capacitando melhores os médicos que virão ocupar os hospitais, fazendo propagandas na internet e televisão, mostrando que todos são iguais sem desigualdade. Só assim o conceito de Bauman e as relações sociais poderá ser superado.