As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 07/08/2021
A evidente precariedade na saúde brasileira e a forma com que a mesma é negligenciada para parte da população é um reflexo de como as diversas formas de exclusão causam grandes impactos na saúde do povo brasileiro. A parte da população mais afetada por esse descaso se encontra nas minorias como a comunidade LGBTQI+, negros e mulheres e os problemas vão de físicos a mentais, seguindo uma lista extensa.
Dados mostram que o Brasil é o primeiro país no ranking de transtorno de ansiedade e o segundo com maior índice de depressão entre os países da América. Jovens LGBTQI+ tem aproximadamente três vezes mais chances de ter pensamentos suicidas e quase cinco vezes mais chance de realmente cometer o ato. No Brasil, a saúde precária sempre se mostrou óbvia, mas ao citar a saúde mental, percebe-se que isso é algo facilmente deixado de lado. Transtornos mentais sendo mais comuns em jovens homossexuais pode ter um motivo: medo.
No passado, quando falava-se de terapia, logo se pensava em alguém louco ou extremamente doente mentalmente e, nos dias atuais, esse ainda é um tabu a ser quebrado. Muitas vezes ao tentar passar por um tratamento apropriado, a população LGBT pode ter problemas relacionado ao medo de uma provável aversão vindo do profissional, não sendo exclusiva dessa comunidade mas se estendendo também a atos racistas e machistas.
Casos de homofobia não são comuns somente em áreas da saúde como a psicologia. Em postos de saúde e até hospitais mais desenvolvidos, a LGBTfobia pode se mostrar extremamente impactante. Nesses casos, o paciente que sofreu desse crime pode se recusar a ir ao médico novamente e, como se torna algo recorrente, acaba deixando a saúde de lado, o que pode causar sérios problemas no futuro.
Uma variedade de doenças tratáveis se tornaram mortais por esse tipo de problema. Uma depressão que poderia ser acompanhada teve seu tratamento interrompido por um ato homofóbico, ou por olhares tortos vindos de profissionais, o paciente negro decidiu não atender mais as consultas e acabou vindo a óbito devido a alguma doença não acompanhada ou identificada a tempo.
É incontestável que corporações como a OMS devem implantar medidas inclusivas para esses grupos de minoria e impor leis que tratam esses atos criminosos com mais rigorosidade. Incentivados pelo Estado, movimentos e campanhas que promovem a saúde devem ser apresentadas à população e realmente colocada em prática, principalmente em lugares de periferia que possuem acesso escasso ao setor de bem-estar para que dessa forma, todos possam ter acesso a saúde de forma homogênea como é previsto na Lei.