As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 06/08/2021
A Constituição brasileira, em seu 196 artigo, diz que a saúde é direito de todos e dever do Estado oferecê-la com qualidade e homogeneidade. Todavia, é explícito que a realidade da saúde pública no Brasil está seguindo para caminhos totalmente contrários, afetando toda a população, principalmente os grupos menos favorecidos: a comunidade LGBT, negros e pessoas com doenças mentais. Dessa forma, evidencia-se a necessidade de medidas para reverter essa situação e que seja colocado em prática os projetos do SUS (sistema único de saúde).
Em primeira análise, é indispensável citar o filme “Coringa”, no qual mostra que o ator principal sofre de um transtorno denominado Transtorno da Expressão Emocional Involuntária, onde exibe sintomas de depressão, distúrbios alimentares, alucinações e esquizofrenia. Ele é negligenciado, ignorado e atacado por sua condição, enquanto todos desviam seus olhos para ele nas ruas. Tal cenário não se distancia da realidade brasileira, já que, de acordo com Ministério da Saúde, no caso da depressão, apenas 30% são diagnosticados e somente 10% se submetem a terapia.
Sob esse viés, é nítido que o preconceito afeta diretamente com a saúde do indivíduo, e isso é comprovado biologicamente. O cérebro humano, em situações de hostilidade, libera o hormônio do estresse: cortisol. Ele eleva a pressão arterial e interfere na ação da insulina, favorecendo o risco de possuir diabete tipo 2. Ou seja, apenas de imaginar tal situação de preconceito é capaz de desestabilizar qualquer pessoa. Esse pensamento ocorre, pelo simples fato de que há muito relatos de exclusão em áreas hospitalares e diversas cenas do cinema retratando a realidade, como o filme supracitado.
Concomitante a isso, infere-se que a saúde e combate ao preconceito são fatores que estão interligados. Portanto, cabe ao Governo, por de verbas governamentais, obter um melhor preparo dos médicos e desenvolver palestras que terá como propósito, extinguir a intolerância presente na sociedade brasileira, com a finalidade de diminuir os índices de preconceito conforme o tempo. Ademais, também é preciso que o Ministério da Educação invista nas escolas, criando grupos de debates, coordenados por professores de sociologia e filosofia, para formar cidadãos que entenda e respeite as diversidades existentes na sociedade. Dessa maneira, o Brasil ficará mais perto de ser um país realmente receptivo e com a população que nele vive mais saudável.