As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 07/08/2021
Existem diversos tipos de exclusão social, dois deles são Exclusão Racial e Exclusão Econômica, que por sinal são os dois que mais se destacam no Brasil. Vivemos o racismo e o preconceito contra pobres diariamente e isso pode trazer vários efeitos colaterais para esse povo. São considerados minoria, mesmo negros sendo mais de 52% da população brasileira (Constou na última pesquisa do IBGE feita em 2020, dando aproximadamente 54% da população).
Esse preconceito racial e econômico traz consequências diretamente para a saúde do cidadão afetado. Tivemos uma noção melhor disso durante a pandemia, quando mais negros em situações periféricas, morreram por falta de atendimento médico. Mas porquê? Bom, de acordo com o Vecina Neto e Góes, isso ocorre por questões econômicas. A primeira vítima de covid-19 aqui no Brasil foi uma empregada doméstica negra, que forçada pelos patrões teve que trabalhar mesmo todos tendo que ficar obrigatoriamente de quarentena. Ela se contaminou através de seus chefes, e não tinha recursos o suficiente para de tratar em um hospital. E esse foi apenas um entre dezenas de outros. Considerando esses casos, quase 55% de pretos e pardos morreram, enquanto, entre pessoas brancas, esse valor ficou em 38%. A porcentagem foi maior entre pessoas negras do que entre brancas em todas as faixas etárias e também comparando todos os níveis de escolaridade (Pessoas com menores níveis de escolaridade morriam bem mais que os de níveis superiores). Esses números citados, não são apenas números. São vidas. Vidas tiradas por causa de exclusões sociais. Centenas de pessoas que morreram por falta de acesso a posto médico.
Mas agora fica a dúvida, e se fosse ao contrário, se fosse essa quantia de pessoa brancas e ricas mortas, será que o governo tomaria decisões para melhorar isso? Esse exemplo citado, do covid-19, é apenas uma das várias outras doenças que matam pessoas negras e pobres com grande frequência no Brasil. Pessoas que ficam anos na fila do SUS esperando um transplante. Pessoas que não tem condições financeiras para bancar remédios e acabam morrendo. Esse número de vítimas poderia ter sido menor se abrissem mais postos médicos em periferias. Pois muitas das pessoas negras e pobres que moram em periferias, não tem como se descolar de lá para ir ao centro da cidade, em um hospital para se tratar. Se as oportunidades sociais fossem distribuídas igualmente e adequadamente, muitas mortes poderiam ter sido evitadas.