As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 03/07/2023

No livro “Holocausto Brasileiro”, Daniela Arbex expõe os maus-tratos e abusos infligidos a pessoas estigmatizadas no hospital psiquiátrico de Barbacena, como homossexuais e mendigos. Paralelamente, no Brasil atual, observa-se uma segregação na área da saúde, onde um percentual da população enfrenta discriminação por parte dos profissionais de saúde, enquanto outra parcela sofre com a falta de acesso à informação.

Mormente, é inegável que a falta de empatia no atendimento nos serviços de saúde contribui para a exclusão do indivíduo. Quando os profissionais de saúde adotam comportamentos preconceituosos em relação à orientação sexual, cor da pele ou etnia de um paciente, isso pode constrangê-lo e até mesmo levá-lo a evitar buscar tratamento médico. No entanto, de acordo com o artigo 5º da Constituição Federal de 1988, o acesso à saúde é um direito fundamental do cidadão. Portanto, é necessário combater o comportamento segregatório nas unidades de saúde, uma vez que ele perpetua a problemática mencionada e vai contra o direito garantido pelo referido artigo.

Outrossim, é importante ressaltar a falta de uma efetiva promoção do ensino sobre a essencialidade do acompanhamento e suporte médico. É preocupante que as escolas dediquem pouco espaço para discutir a importância de buscar ajuda médica, realizar visitas regulares, exames de rotina, bem como abordar questões relacionadas à educação sexual e o impacto das ISTs na vida dos indivíduos. Essa lacuna contribui para uma diminuição da conscientização e preocupação com o cuidado à saúde, podendo até mesmo levar à exclusão. Esse contexto contrasta com a frase “Um homem sábio deve perceber que a saúde é seu bem mais valioso” do médico grego Hipócrates.

Portanto, cabe ao Estado, em colaboração com intuições de ensino, agentes de conscientização, promover debates e palestras nas escolas e postos de saúde com profissionas da aréa com o objetivo de erradicar o prenceito ás minorias e, com isso, acabar com a marginalização de indivíduos, bem como ressaltar a importancia do atendimento especializado. Assim, é possivel democratizar o acesso a saúde e fazer vigorar o que é exposto no artigo 5º da Constituição.