As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 06/10/2021

O artigo 6ª da Constituição Federal, promulgada em 1988, garante saúde como um direito de todos e um dever do estado. Por outro lado, quando se observa as diversas formas de exclusão no atendimento de saúde, no Brasil, hodiernamente, percebe-se que esse utópico constitucional é garantido na teoria, mas não na prática. Por conseguinte, as minorias não sente-se acolhidas pelos sistemas de saúde, ora pela falta de preparação dos profissionais, ora pela ausência de políticas públicas para receber esse público. Nessa conjuntura, convém avaliar as principais causas do problema.

Primeiramente, segundo Paulo Freire, pedagodo, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Logo, a falta de preparação dos profissionais de saúde durante a formação acadêmica, sobre o acolhimento e atendimento das minorias como lésbicas, gays, homossexuais, bissexuais, travestis, prostitutas e etc , contribui para a constância do problema, pois dificulta o acesso desses grupos ao sistema de saúde, porque profissionias de saúde terão dificuldade em diagnósticar, orientar e tratar esses pacientes, nas suas peculiaridades, seus riscos, necessidades e dúvidas. Nesse sentido, percebe-se a ausência de orientações mais diversas nas preparações dos alunos de saúde, contruibui para o problema.

Outrossim, a ausência de políticas públicas para receber de forma coerente as diversas formas de orientação e comportamento sexual, dificulta à procura desses pelo atendimento de saúde, principalmente para prevenção de doenças, como as sexualmente transmisíveis por exemplo o HIV, herpes e sifíles. Diante disso, de acordo com Bismark, político, “a política é a arte do possível”, assim, é necessário políticas públicas no SUS (Sistema Único de Saúde) mais eficientes, como o cadastro das minorias de acordo com suas específicidades, para realização do atendimento adequado.

Em suma, a abordagem inadequada contribui para a persitência do problema. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pela educação de todo o Brasil, criar uma disciplina obrigatória para todos os cursos de saúde, que aborde sobre o atendimento humanizado e diversificado, por meio de atividades lúdicas, teatro e palestras. Divulgando essa medida em todas as mídias sociais, televisão e rádio, para o conhecimento de todos da sociesdade, assim sendo, todos saberão que terão atendimentos especializado e voltado para suas principais necessidades. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, acrescentar nas UBSs(Unidades Básicas de Saúde) o atendimento voltado para as minorias, com o intuito desse grupo ser atendido de forma mais individualizado, de acordo com suas principais necessidade. Como resultado, teremos saúde para todos, como manda a Constituição.