As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 08/10/2021

Saúde, para a Organização Mundial da Saúde (OMS), é não só o bem-estar físico e a ausência de enfermidades, mas também o social e o mental. Assim, a discriminação contra grupos minoritários, como a comunidade LGBTQ, é extremamente nociva à higidez da sociedade brasileira. Então, é urgente que o tratamento universal do Sistema Único de Saúde (SUS) e a integridade psicológica dos indivíduos sejam preservados.

Diante disso, os estigmas pessoais dificultam o atendimento de boa qualidade às populações mais marginalizadas. De acordo com a Lei 8080, da Constituição federal de 1988, o SUS tem como princípios a universalidade, o direito de todos os cidadãos ao acesso à saúde, e a igualdade na assistência. Dessa forma, é inconstitucional o tratamento diferenciado, ou até mesmo, a recusa em consultar esses pacientes devido à sexualidade deles, além de perpetuar a dificuldade da democratização do serviço médico, resultando no adoecimento dessas minorias. Logo, a fim de impedir o surgimento de epidemias que afetam majoritariamente grupos periféricos, é necessária a obediência dos pilares do sistema de saúde brasileiro.

Ademais, o preconceito e a maneira com que a sociedade trata pessoas diferentes podem acarretar em severos danos psicológicos. Segundo Micheal Foucault na “Microfísica do poder”, louco é aquele que não se encaixa nos padrões sociais, chegando a ser excluído pelos outros cidadãos. Com isso, o sentimento de não pertencimento e os comentários homofóbicos implicam em altos índices de doenças psicológicas, como depressão, entre indivíduos LGBTQ, de modo que ocorra o adoecimento desses sujeitos. Por isso, é urgente o combate à exclusão dos que não fazem parte do padrão imposto pela maioria, para a melhoria da higidez brasileira.

Portanto, a fim de garantir o bem-estar de todos, as universidades devem formar profissionais da área da saúde que estejam preparados para atender os mais variados pacientes, por meio de uma educação os prepare para lidar com a diversidade existente no território nacional. A partir disso, minorias políticas, por exemplo, a comunidade LGBTQ, não serão tratadas diferentemente por causa de concepções preconceituosas e seu direito constitucional à igualdade na assistência do SUS será assegurado. Além disso, a mídia deve, em séries e filmes, incluir personagens racializados, com múltiplos corpos e sexualidades, para normalizar a existência dessas pessoas. Por fim, a universalidade da higidez brasileira será preservada com o término da exclusão de quem destoa dos padrões.