As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 09/10/2021

O artigo 6º da Constituição Cidadã garante o direito à saúde. Contudo, não há pleno exercício dessa prerrogativa, visto que grupos minoritários ainda sofrem com a exclusão nesse setor. Desse modo, as consequências geradas por essa situação são observadas em uma maior taxa de adoecimento físico e mental das minoriais.

Nessa perspectiva, a saúde física de pessoas que pertecem a grupos sociais menos favorecidos é comprometida,  por conta da segregação socioespacial. Seguindo essa linha,  a modernização urbana no século passado,  teve como um dos resultados a gentrificação- expulsão da população pobre- em prol da urbanização das regiões, assim essas pessoas começaram a ocupar locais mais afastados dos centro, dando origem a áreas periféricas. Nesse sentido,  o planejamento inadequados das cidades brasileiras trouxe problemas de infraestrutura e, em relação à saúde, de saneamento básico.  Isso reflete na concentração de surtos êndemicos locais mais pobres . Dessa forma, é necessário modificar essa realidade, por meio da implementação de medidas visando a melhoria das condições de vida da população.

Outrossim, os impactos ocasionados pela exclusão são observados na saúde mental. Nesse viés, a pesquisa realizada pela University College London comprova que as minorias étnicas possuem maior chance de apresentar doenças mentais.  Nessa óptica,  os afrondescendentes  são os que mais sofrem com essa problemática no Brasil, já que do período colonial até a atualidade convivem com o preconceito racial exitente no país e, consequentimente, com a segregação. Desse modo,  é fundamental  que sejam tomadas atitudes para minizar as consequências da discriminação.

Portanto, a exclusão social tem como consequência impactos na saúde física e mental de grupos minoritários. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Saúde implementar um programa voltado para a prevenção e tratamento de doenças que têm como fator de risco a segregação, por meio de campanhas e multirões, com o objetivo de reduzir os danos à saúde da população. Tal ação deve ser acompanhada por uma melhoria no sistema de saneamento básico do país, na intenção de diminuir  surtos êndemicos. Sendo assim, o estado poderá minimizar os impactos decorrentes da exclusão na vida de muitos brasileiros.