As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 30/10/2021

O SUS é regido por três princípios básicos: a universalidade, a integralidade e a equidade. A universalidade está ligada à garantia do direito à saúde para todos os brasileiros, sem acepção ou discriminação. Entretanto, no que tange à realidade, pode-se vislumbrar diversos casos nos quais tal princípio não se faz presente, sobretudo, devido à discriminação, preconceito e exlusão sofridos por minorias sociais, que os fazem serem menoscabados pelo atendimento público de saúde. Nesse sentido, por consequência, também, são percebidas resultâncias deletérias que afetam diretamente a saúde dos indíviduos, tais quais o advento de doenças psíquicas e o atendimento médico ineficiente.

Primordiamente, faz-se imprenscindível enfatizar o fato de que a intolerância existe em decorrência de padrões sociais. Consoante Sigmund Freud, “pai da psicanálise”, as pessoas nascem e morrem tentando atender aos seus instintos e desejos, porém, os paradigmas da sociedade, por vezes, vão de encontro às suas ambições. Sob essa ótica, existem, apenas, três saídas para a dor: desistir do desejo, usar um prazer substituto ou fugir da frustração. Caso contrário, por exemplo, pessoas que têm orientação sexual distinta daquela que é hegemônica(padrão), tendem a sofrer repressão e tratamento injusto, uma vez que “transgrediu” um modelo prefixado - o que pode gerar moléstias de caráter psíquico ou, noutros casos, fuga da ignomínia, por vezes, mediante a privação de atendimento médico.

Destarte, deve-se aludir aos males provocados pela exclusão social de pessoas reputadas abomináveis perante certos protótipos. Nessa perspectiva, convém citar, como exemplo, o caso das pessoas que integram o grupo LGBT, que muitas vezes, por mero preconceito, sofrem bastante. Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina, vítimas de discriminação têm probabilidade quatros vezes maior de desenvolver doenças tais quais a depressão, a ansiedade e a hipertensão. Ademais, conforme tal pesquisa, em países nos quais a homofobia se faz presente, a população LGBT tende a receber tratamento deficiente, principalmente, quando o assunto é de caráter sexual. Por fim, segundo depoimento de um travesti brasileiro, presente no portal de Periódicos Eletrônicos de Psicologia, o constrangimento o faz evitar atendimento médico, o que  corrobora o fato de que as diversas formas de exlusão geram impactos sobre a saúde do brasileiro.

Depreende-se, portanto, a necessidade de mitigar essa problemática. Para tal, faz-se mister que o Ministério da Cidadania - conjuntamente com a mídia - promova, por intermédio da transmissão de novelas que incluam atores e atrizes de múltiplas etnias e conjunturas socias - preferencialmente na “TV aberta” - a diversidade, com o fito de atiçar o esclarecimento da população acerca da pluralidade e, como efeito, atenuar a imposição de padrões sociais que acarretem diversas formas de exclusão.