As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 18/11/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos a qualidade de vida como princípio inerente humano. No entanto, percebe-se que, na atual situação brasileira, infelizmente, não há cumprimento dessa garantia, o que configura um problema a ser mitigado, haja vista as diversas formas de exclusão do brasileiro que impacta na saúde. Dessa forma, alguns obstáculos desses são: a desigualdade social e a sociedade patriarcal.

De início, é relevante entender que as desigualdades sociais como uma das razões que fazem perpetuar o dilema. Nesse viés, segundo dados do IBGE três a cada quatro pessoas são negras, entre estas 83% encontra-se na população mais pobre, em locais que o acesso à saúde não supre as necessidades. Dessa maneira, vindo a impactar em maiores chances de doenças nessa parcela, que na maioria das vezes teria sido facilmente controlada com cuidados preventivos. Isso nos leva a concluir que, apesar de ser uma grande parte da população, os pobres e negros, são excluídos de um direito assegurado pela Constituição de 1988, o direito à saúde.

Ademais, outro aspecto que é válido ressaltar é a sociedade patriarcal. Segundo a filosofa Simone de Beawveir, a sociedade impõe a superioridade masculina sobre a feminina, desse modo, naturalizando a ideologia machista. Nesse contexto, ratifico um olhar pouco empático quanto os problemas das mulheres, o que leva uma perspectiva reducionista sobre ela. Logo, à saúde da mulher afetando unicamente ao feminino, pouco importa a um ambiente essencialmente patriarcal.

Depreende-se, portanto, que medidas sejam tomadas para atenuar esse impasse. Para isso acaba o Ministério da Educação, por meio das escolas abranger uma educação de ensinamentos de igualdade, mediante a aulas de vivências, de forma que envolva todos os alunos, com a finalidade de romper o pensamento patriarcal. Já o Estado deve disponibilizar maiores recursos financeiros, para área da saúde no sentido de melhor distribuição de unidades de saúde, que abranjam todo território brasileiro. Assim, será possível que não ocorra mais a exclusão de brasileiros, respeitando os direitos que dita a Constituição.